Coragem nas alturas

O programa Passado & Presente, da Ótv, entrevista Valdemar Niclevicz, um cara que conhece o mundo das alturas das montanhas mais inóspitas do planeta. De lá, ele enxerga as coisas com clareza e cria soluções para os problemas “aqui embaixo”.

http://www.otv.tv.br/video/waldemar-niclevicz-conta-sobre-a-expedicao-mundo-andino/

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Espaço Memória Virtual RPC TV

RPC TV lança Espaço Memória Virtual
Site reconta a história da televisão paranaense
A RPC TV lançou o Espaço Memória Virtual da RPC TV com a exposição “Evolução da TV à Era Digital”. O site mostra uma viagem pela história da televisão paranaense de 1960 até os dias atuais. Por meio de objetos antigos, a emissora reconta a sua história, conquistas e evoluções repletas de exemplos de paixão pela cenografia, ousadia e pioneirismo. Além de resgatar toda essa experiência, a exposição virtual esclarece dúvidas sobre a tecnologia atual e do futuro, com informações sobre TV Digital, portabilidade e mobilidade de sinal.
Para conhecer as evoluções tecnológicas da TV, acesse o link:

http://www.tourvirtual360.com.br/rpctv/flash/index_museu_rpctv.html

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A juventude da vontade

Conversar algumas horas se torna uma grata alegria, um viajar por lugares, pessoas, um mergulhar na vontade de conhecer a aprender com ela. Ragnhild Borgomanero nos presenteou com um almoço italiano da mais pura divindade culinária. Ela nos brindou com sua simpatia cativante, seu charme norueguês, sua coleção de pedras e fósseis, um passeio fantástico pela história e uma chance de saber mais sobre Guido Borgomanero, seu esposo falecido em 2005. Rag, como é carinhosamente chamada, aprendeu a editar fotos e slides no photoshop e a editar videos no premier, com direito a zoons e fusões para resgatar depoimentos e fotos que o marido fez em missões diplomáticas pelo mundo. Impressiona a rapidez de raciocínio, a presença de espírito, a capacidade de comunicação desta mulher, que está chegando aos 80 anos com uma lucidez, uma alegria de viver e uma espontaneidade sincera. Ficamos apaixonados (por favor, Guido, entenda!), maravilhados com as lições de vida e de sabedoria. Ah, Rag diz que precisa de mais tempo, porque ainda tem muitos projetos a realizar. Obrigado, Rag, pelo cristal da atitude, pela esmeralda da curiosidade, pelo diamante da experiência, pela juventude da vontade.

foto (46)

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O preço da vida e da verdade

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1212627-e-muito-barato-matar-um-jornalista-hoje-no-mundo-diz-lider-de-entidade.shtml

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Para que serve a utopia? (O direito ao delírio)

Nesta entrevista, o escritor uruguaio Eduardo Galeano lê um texto seu primoroso, intitulado “O direito ao delírio”. Ele começa citando seu amigo, o cineasta argentino Fernando Birri, que deu uma resposta contundente para a pergunta: para que serve a utopia? Compartilho aqui porque é um elogio à utopia, ao delírio e a transformar ambos em realidade (quem nos mostrou esse video hoje na redação foi o Sandro Dalpícolo, que entrevistou Galeano no Uruguai, para o Globo Repórter).

http://www.youtube.com/watch?v=m-pgHlB8QdQ

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Música de protesto

http://www.youtube.com/watch?v=WhWb-fC-8hM

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Dinheiro como água

http://www.xinguvivo.org.br/2012/12/30/barramento-do-xingu-nao-foi-concluido-ao-contrario-do-que-afirmam-construtores/

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O velho (para Mick Jagger)

O VELHO CAMINHA DE UM LADO PRO OUTRO. TENSO. INQUIETO. UM OLHO NO
TEMPO. O OUTRO NOS OLHARES FIXOS DAQUELA GENTE. TREJEITOS,
TIQUES NERVOSOS QUE O FAZEM SER RECONHECIDO, ENTRE OUTROS
TANTOS VELHOS ALI. NINGUÉM DUVIDA, NINGUÉM PERGUNTOU:
SERÁ QUE ELE SABE O QUE PODE? SERÁ QUE A IDADE O INCOMODA, O FÊZ MAIS SÉRIO, MENOS INTRÉPIDO? RESPIRAÇÃO ENTRECORTADA, O SUOR ESCORRE PELAS OLHEIRAS CANSADAS. UM GRITO – SERIA DE DOR? DE REPENTE, ELE ESTÁ MUDO. SÓ A PERNA BALANÇA, SOB O PESO DE DÉCADAS…
NEM TODOS VIVEM TANTO. SÓ TER SUPORTADO TUDO AQUILO, VISTO O
QUE POUCOS VIRAM (MUITOS JÁ NEM ESTÃO AQUI PRA CONTAR), JÁ É
UMA VITÓRIA, DIRIAM. BÊNÇÃO DE CHEGAR AONDE CHEGOU, A VELHICE
SENDO O PRESENTE. OS FILHOS, NETOS, MULHERES QUE TEVE. JÁ NÃO
SE ESPANTAM, ACOSTUMADOS AO JEITO MALEDICENTE, À MANIA DE
BALANÇARA CABEÇA SEMPRE QUE ALGO REPROVA, DA IRONIA E DAS
FRASES CERTEIRAS, MUITAS VEZES SÁBIAS, QUE VIVE REPETINDO, COMOSE FOSSEM REFRÕES. PERCEBE-SE OBSERVADO, FULMINADO POR TANTOS
OLHARES…SE ESTICA E BALANÇA O BRAÇO COMO NUM ACENO.
UM GEMIDO, UM OLHAR ACIMA DA CABEÇA – SERIA TEMOR DA HORA
SEGUINTE, DO QUE VIRÁ, O AMANHÃ? NENHUMA POSIÇÃO, NENHUM
CONFORTO, REMÉDIO, BEBIDA, NENHUMA DROGA, NADA PARECE
SATISFAZÊ-LO. ÀS VEZES SE PORTA COMO UM LOUCO SENIL, RANZINZA, DEDO EM RISTE; EM SEGUIDA, COM INVEJÁVEL LUCIDEZ SE ACENDE E SE APRESENTA COMO UM ANJO, TAMANHO ENCANTO E CARINHO SE TRADUZEM
SOB A VELHA CABELEIRA. O ANCIÃO CAMINHA COMO SE FOSSE A ÚLTIMA VEZ. COMO EXAURINDO OS ÚLTIMOS RECURSOS, A ÚLTIMA INSPIRAÇÃO, O DERRADEIRO SORRISO. OS QUE O OLHAM, SUSPIRAM JÁ DE SAUDADE. ERAQUERIDO, APESAR DE TUDO, DAS CRÍTICAS, DA INVEJA, NEGÓCIOS À PARTE. QUEM SABE QUANDO O VERÃO? SE NOVAMENTE O
VERÃO, JÁ QUE OINVERNO É PRENÚNCIO DE MORTE. ELE, QUE TANTAS VEZES ASSINOU O NOME SEM SE CONFESSAR CRISTÃO, REVELANDO ATÉ UMA CERTA
SIMPATIA PELO DEMÔNIO. VOCÊ NUNCA VAI FAZER DE MIM UM SANTO,
DISSE AOS GRITOS UMA VEZ.
O VELHO SE ERGUE, LEVANTA E ENSAIA OUTROS PASSOS. PARECE
RENASCIDO. REFEITO DE ALGUM SONO QUE O FÊZ POR UM MOMENTO
INERTE. COMO ACORDASSE DE UM SONHO EM QUE ERA LOUVADO PELA
MULTIDÃO, IMPRESSIONADA COM UMA FORÇA QUE NINGUÉM SABE EXPLICARCOMO OU PORQUE. CAMINHA AGORA EM RITMO INTENSO, MÃOS À CINTURA,BALANÇA AS CADEIRAS, PUNHO CERRADO, SALTITANDO, ALTIVO, LEVADO COMO UM MENINO, POR UMA ESTRANHA EMOÇÃO, A UM LUGAR PERIGOSO, UM TANTO ALUCINADO. UMA ENERGIA SEM
TER FIM. CANTAROLAVA UMA VELHA CANÇÃO, QUASE TÃO ANTIGA QUANTO ELE.
POR CERTO QUERIA COM ISSO DIZER ALGO. OU APENAS SE EXIBIR? SORRIA,
MALICIOSAMENTE, PARECENDO SE DIVERTIR COM AQUELES QUE O
JULGAVAM NO FIM, UM VELHO APENAS, UM TRASTE, PEÇA DE
ANTIQUÁRIO. A UM PASSO DA COVA, A UM PULO DO ABISMO.
E QUANTO MAIS AS RUGAS O MARCAM, ELE RI. PROMETE SER ASSIM
ENQUANTO VIVER. MAIS DO QUE TODOS OS SEUS CONTEMPORÂNEOS,
JOVENS OU VELHOS…ELE JÁ SE TORNOU ETERNO. (A Mick Jagger)

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Aparição felina

foto (44)Essa figura apareceu em casa, faz uns três dias. Miou de um jeito estranho, parecia gente, pedindo abrigo. Estava faminto, com sede e resolveu entrar. Ele tem uma orelha com a ponta cortada, algo que uma pessoa deve ter feito. Não entendo a razão, pois a orelha é uma “antena” para os gatos. Ele enfrentou resistência do outro morador mais antigo, também felino e os dois se estranharam. A figura, este ser enigmático, com alguns receios mas extremamente carinhoso, parece ter escolhido um novo lar. Não paro de me perguntar se ele tem um dono e, se tiver, que ele se apresente para levar de volta seu bichano. Eu não esperava por esta visita. As portas estão abertas, fique o quanto quiser.

 

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O nosso sertão

Humberto Teixeira, o maior parceiro de Luiz Gonzaga, contou que quando eles gravaram a música Asa Branca, um amigo deles (não citou o nome) que estava no estúdio e acompanhou a gravação até o final, saiu com o chapéu na mão, pedindo esmolas, num gesto de pura provocação. Este amigo disse: “Ô Gonzagão, Ô Humberto! Vocês agora vão gravar música de cego?” A declaração foi dada num programa especial de tv gravado na década de 1970 e exibido hoje no Arquivo N, da Globo News. O programa é maravilhoso, um documento impressionante e raro do Rei do Baião, do seu parceiro de letras memoráveis, e de um cara que nem sonhava no que iria se transformar essa canção “Asa Branca”. Um hino do nordeste, da seca, da esperança, do amor e da saudade, da indignação, dos sentimentos mais genuínos do Brasil.

http://g1.globo.com/globo-news/arquivo-n/videos/t/todos-os-videos/v/arquivo-n-mostra-trajetoria-de-luiz-gonzaga-em-seu-centenario/2291465/

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