As últimas… & outras

Uma conversa sobre a história deste cara aqui. O trabalho no jornalismo, as passagens pela reportagem de TV, o Globo Ecologia, momentos dramáticos da vida, a experiência de âncora em telejornais e algumas novidades. Detalhes de coisas que estão por vir. Veja a chamadinha para a entrevista completa. Se gostar, deixe seu “curtir”, se inscreva no canal do José Nascimento, do Top de gestão, e deixe seu comentário aqui também! Valeu!!!! Até breve!

https://youtu.be/68gjcXSp-B4

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Transição

Uma transição é feita de etapas. Pelo menos no meu caso. http://www.youtube.com/fernandoparracho

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Exemplar

Uma história para iluminar e inspirar. Uma história real, recente na vida da humanidade. Que mostra um novo caminho, um novo tempo e um novo olhar sobre o que é realmente importante para todos nós. Para mim, além da emoção de conhecer os personagens dessa história, tive o privilégio de dublar a voz do narrador do filme, com versão original em inglês. Uma experiência nova e inesquecível.

https://youtu.be/0kXGu0N3XtY

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O rio nos fundos de casa

O rio do Fojo revelou um novo trecho na divisa do nosso pedacinho de chão. Ainda não conhecíamos este lugar mágico.

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Trabalheira para mudar

https://www.youtube.com/watch?v=xRB1nsYXzsc

Neste vídeo, você vai ver como era nossa pequena propriedade rural quando compramos a área. E o início da transformação com muito esforço e dedicação.

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Assista a “Flashcast – Fernando Parracho – Jornalista” no YouTube

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Pra toda a vida

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Um lugar para cuidar da sua saúde

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pé na areia

Ao ver esta foto, um amigo sugeriu que eu havia “pendurado as chuteiras”. Sabe aquela coisa de querer ver algo além da imagem?  Mas não. É apenas um velho par de tênis, que eu costumo usar pra dar as minhas caminhadas na praia. Pode molhar, pode rasgar, é pra pisar mesmo.

Mas tem horas que a gente precisa ficar descalço, pôr o pé na areia. Sentir a água avançando e trazendo junto um pouco de sal. O spray marinho, como me falava o biólogo Ricardo Nehrer, tem poder curativo, ajuda na higiene mental. O resto, o mar se encarrega de promover. E à medida que os passos vão ganhando ritmo, a gente se liberta do peso e a cabeça alça vôo.

A praia, de um modo geral, me faz muito bem. Tenho uma relação com ela desde pequeno. As caminhadas na orla, assim, pé no chão, me valem como meditar. Sozinho, me levam a refletir sobre tudo aquilo que em condições normais “não dá tempo”! E sempre sai algo novo dali. Em tempos de pandemia da Covid-19, as praias estão interditadas por medida de segurança. Mas quando isso tudo passar, meus pés tem um encontro marcado. Pra ser sincero, acho que as minhas pegadas já estão lá.

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No meio do mundo

O pátio do Colégio em São Paulo estava lotado. Em 1977, nos meus 16 longos anos de vida, era a primeira vez que veria ao vivo um show de Moraes Moreira, depois que ele deixou os Novos Baianos. Em disco, eu já tinha ouvido tudo que ele havia gravado. E eu era fã, seguidor fiel da trupe baiana, então, Morais com uma nova banda era um show imperdível.

Foi uma noite memorável. E aquela plateia instigada, dançou da primeira à última música. O som de Moraes era um swing elétrico de não deixar ninguém parado. Balançava até as portas e as janelas da escola. Fazia os vidros vibrarem. E a alma da gente também. Eu estava com um amigo roqueiro, que só sabia ouvir o peso do metal. E até ele curtiu aquele ritmo que trazia as cores de uma fusão musical quase completa. Do xaxado ao samba. Da bossa nova ao pop. Do baião à marchinha de carnaval. Do frevo ao reggae. Não era à toa que um dos músicos da banda era Armandinho, o inventor da guitarra baiana. O axé, como se conhece hoje, ainda não existia, mas acho que já estava ali à espreita bebendo daquela fonte. Dali em diante, Moraes produziu uma obra de grandes canções, carregadas de uma força poética universal e de uma alegria genuinamente popular.

A memória é traiçoeira, ainda mais levando em conta esse tempo todo. Mas o show terminou com uma versão alucinante de Preta Pretinha, mais elétrica e rápida do que eu já tinha ouvido. E no auge da empolgação, Moraes chamou e eu subi ao palco com alguns outros malucos. Cantamos ao lado dele, batendo palmas e sacudindo a cabeleira. O show bombou, embora as redes sociais ainda não existissem e nem essa expressão com o significado de hoje. Mas muita gente comentou e festejou aquela nova fase da carreira de Moraes. Naquela época, o sucesso em São Paulo era sucesso no Brasil inteiro.

No dia seguinte, passei na banca pra comprar um exemplar da Folha da Tarde, um antigo vespertino paulistano que eu costumava ler. E na foto principal em preto e branco, com a matéria do show, lá estava eu, ao lado do microfone do cara. Mostrei pra minha mãe que, incrédula, queria saber como eu tinha conseguido fazer parte daquele momento.

Confesso que eu fiquei alguns dias com aquela sensação de êxtase de estar tão perto de um dos meus ídolos mais queridos. E aqueles versos ecoavam sem parar na minha cabeça. Depois, fui a vários outros shows do Moraes em São Paulo, em que ele tocava acompanhado da Cor do Som, com os irmãos Dadi e Mu Carvalho, além do mestre Armandinho, entre outros músicos.  Uma banda que tinha muito a ver com ele.

Hoje, 13 de abril de 2020, 43 anos depois, recebo a triste notícia da partida de Moraes Moreira, que nos deixou aos 72 anos, ainda compondo e cantando, em plena atividade. E com o coração apertado, não consigo ouvir a versão clássica, original de uma das canções mais lindas que conheço: Acabou Chorare, do disco com o mesmo nome, gravado em 1972. Um poema musical ingênuo, quase angelical, mas que traz uma pegada hippie na sua essência de celebração da vida, quando se abre a janela de “manhã cedinho” e se vê o sol, embalado pelo mais puro som da natureza.  Essa canção me acompanha desde lá e me faz pensar num sofrimento, numa “barra pesada” que termina e depois que passa, fica “tudo lindo”. É assim que eu espero que você esteja agora, Moraes Moreira. Livre e leve, respirando fundo, no “meio do mundo”, já que “foi-se tudo pra escanteio”.

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