Este blog

Um espaço para conhecer um pouco mais o trabalho do jornalista Fernando Parracho, repórter da RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná. Aqui você vai ter reportagens, videos, fotos, links, textos com impressões pessoais sobre diversos assuntos. Making offs, informações extras, aspectos curiosos de lugares e de personagens. Deixe seu comentário, pergunta, crítica ou sugestão.

Anúncios

19 respostas para Este blog

  1. HERMES ABAPORU disse:

    Clima frio do Sul parece “clima europeu”????????? Olha, a europa é apenas um pedacinho do mundo, e na Asia, nos Estados Unidos, na America do Norte em sua maioria, na Africa, na Oceanica, Nova Zelandia e outros, tudo isso tem mais frio e NEVE do que no Sul do Brasil, e muitos mais tem a mesma condição climatica. MUITO FORA DO PEDACINHO chamado Europa. Então acho que devemos acabar com a mentalidade de colonizado, principalmente vigente no interior do Sul do Brasil. Chega de ser colônia, estamos no século 21, e Brasil é a 6 maior economia do mundo, ok?

    • Obrigado pelo comentário. Foi apenas uma força de expressão, poderia ter usado “inverno neozelandês” ou “inverno africano”, mas acho que nem todo mundo entenderia da mesma maneira. A intenção não foi parecer colonizado. Valeu! E obrigado pela audiência. Abç.

  2. Rafael Sena Parracho disse:

    Desculpe incomodar, mas sempre tive curiosidade em saber se você é meu parente… Tendo em vista que o meu avô era parecido com ele e seu nome era João Carlos Parracho, português de origem! rs Abração

  3. Regina Chaves disse:

    Boa tarde,gostaria de parabenizá-lo pela reportagem feita sobre os adolescentes/jovens que fazem intercâmbio nos E.U.A,foi cm certeza um grde incentivo a mtos jovens que tem o desejo de ter essa expe riência,infelizmente,no nosso país,pouco se investe na Educação,principalmente na faixa etária de 14 a 16 anos, ah e tbm na materia sobre o cerco da Lapa,informações preciosas que só enriquecem o nosso conhecimento cultural do nosso estado,amo as suas reportagens,sou sua fã de carteirinha,te encontrei esses dias na Ilha do Superagui,qse pedi p/tirar uma foto cm vc,mas não quis encomodar,pois vc esta va em compania de amigos,mas espero te rever e qm sabe tirar uma foto p/o meu acer vo pessoal,parabens pelo excelente profissio nal que vc é! Abçs.

    • Oi Regina, muito obrigado pelos comentários. Estimulam a gente a prosseguir com esta modesta iniciativa de comunicar com pessoas neste espaço que permite fazer mais contatos e ampliar algumas informações. Deveria ter pedido pra tirar a foto, sim, sem problemas. Eu estava com um amigo de Paranaguá e os outros eram pessoas da Pousada mesmo. Qualquer hora nos encontramos de novo e aí, vamos fazer a foto, ok? Abraço.

  4. Regina Chaves disse:

    Desculpe,corrigindo de 14 a 18,e não de 14 a 16 anos,e a reportagem foi no Paraná Tv- 1a. Edição

  5. Regina Chaves disse:

    Oi, Fernando,fiquei mto feliz por vc ter tido a gentileza de me respon der,li alguns dos seus artigos,amei! Vc tem uma cabeça incrível! Mas o que mais me cha mou a atenção,foi a lin da poesia “O guarda”, que vc escreveu p/os seus amigos Dalva e Evori,achei divino! Taí, vc me surpreendeu,cm essa veia poética,vc é excelente cm as palavra s,se tiver mais poemas ou algum livro publica do,gostaria de adquiri-lo,se possível. Ah,tô sen tindo a tua falta na teli nha,por favor! Não nos prive da sua compania e de informações preci osas. Milhões de Abçs.

    • Oi Regina! Obrigado mais uma vez. Escrevo essas “coisas” por hobby! Sem a menor pretensão de fazer poesia ou de ser poeta, talento de poucos que eu respeito muito. É mais uma forma livre de expressão, que a gente exercita paralelamente ao texto jornalístico, profissional. Mas eu vou te dizer que gosto, tenho alguns poemas, digamos assim, mas livro nunca publiquei. Tenho planos, seu comentário é um grande estímulo. Depois, com tempo, vou te passar um blogzinho que alimento vez em quando com algumas palavrinhas poéticas, por assim dizer. Abraço e obrigado por emprestar seu tempo e sua paciência a este escriba aprendiz.

  6. Regina Chaves disse:

    Correção: Me perdoe,não é “O guarda”,mais sim “A guarda”,o nome do poe ma,abçs.

  7. Regina Chaves disse:

    Fernando,vc é um poeta sim,Deus te confiou este dom,e esse dom,Ele só confia à pessoas que tem uma sensibilidade especial p/ saber interpretar e ex pressar sentimentos,fico feliz em poder te incen tivar a compartilhar cm as pessoas, experiên cias através de prosas e versos,pode começar a escrever este livro,cm certeza,vc terá experiên cias incríveis,”não abra mão dos seus projetos e planos,nâo deixe ser apenas ilusão!Acredite vc pode mudar o curso da tua história”. Meu amigo,”Sonhe e ouse so nhar a cada dia, pq an tes de vc sonhar,ele ja foi gerado primeiro no coração de Deus e dps foi transferido p/o seu.E qdo isto acontece é pq vai mto além dos se us sonhos e cm certeza vão se realizar!”. Ué? O que tá esperando? Bora escrever,menino! Vai escrever o teu sonho! Abçs! AH! OBS:NÂO ES QUECE DE MANDAR O MEU EXEMPLAR! E tbm me add no seu face,mandei convite p/ vc,e tbm é um prazer poder ler seus artigos e poder responder um cavalheiro mto gentil,e ducado e cm uma nobreza indiscritível! Um

  8. Regina Chaves disse:

    Gentleman,me perdoe,fal tou espaço,rs

  9. Regina Chaves disse:

    Boa tarde Fernando1 Td bem? Olha, hj ouvindo esta canção, me lembrei da coluna do seu blog denominada “Trilho Sonoro” e tive o desejo de compartilhar cm vc, uma canção muito linda e poética que embala a nossa alma em tempos difíceis, espero que goste.
    RARIDADE – ANDERSON FREIRE
    Não consigo ir além do teu olhar
    Tudo o que eu consigo, é imaginar
    A riqueza que existe dentro de você

    O ouro eu consigo só admirar
    Mas te olhando, eu posso a Deus adorar
    Sua alma é um bem, que nunca envelhecerá

    O pecadp não consegue esconder
    A marca de Jesus, que existe em você
    O que você fez ou deixou de fazer
    Não mudou o início, Deus escolheu você
    Sua raridade, não está naquilo que vc possui
    ou que sabe fazer
    Isto é mistério de Deus com você

    Você é um espelho, que reflete a imagem do Senhor
    Não chore se o mundo ainda não notou
    Já é o bastante, Deus reconhecer o seu valor
    Você é precioso, mais raro que o ouro puro de Ofir
    Se você desistiu, Deus não vai desistir
    Ele está aqui, prá te levantar
    Se o mundo te fizer cair.

    Parabéns pelas reportagens, tenho te acompanhado, vi que vc esteve aqui em Paranaguá, fazendo a cobertura do Carnaval, fiquei triste em saber que vc estava tão pertinho de mim e não pude te ver, pois trabalho em um programa de rádio a noite,perdi mais uma oportunidade de tirarmos a tão esperada foto, da próxima vez, me avise cm antecedência, qdo for descer, aí qm sabe, preparo um café p/ vc e a sua equipe cm aquele empadão de camarão, quer dizer, não sei se vcs gostam ,rs, um abraço.

  10. Haroldo Barbosa Ribas disse:

    Olá Parracho Parabéns pela competência e credibilidade em suas reportagens e apresentações.
    Você era um repórter de Rede Nacional, o que fez vir para Curitiba?

    Abraços

  11. Ana disse:

    Reportagem exibida em 20/02/15.
    Parabéns pelo apoio à Educaçao. As narrações que você tem feito são realmente excelentes. O Paraná esta vivendo um período negro e nós cidadãos contamos com as mídias e principalmente com com reporteres competentes como você. PARABÉNS!!

  12. Haroldo Ribas disse:

    Parabens pelo Editorial sobre Auxilio Moradia dos Conselheiros, auditores e demais do Tribunal “Faz de Conta” do Parana…..

  13. Rafael Alencar disse:

    Prezado Fernando Parracho.
    De vez em vez surge na pauta dos jornais da RPC alguma crítica a respeito dos ganhos remuneratórios de Magistrados e Membros do Ministério Público, sempre no sentido de que tais ganhos seriam “privilégios” ou “benefícios extraordinários” de que dispõem os membros destas carreiras, a despeito das possibilidades de mesma natureza de que dispõem outras profissões. As mencionadas observações sempre são carregadas de leviandade, fazendo alusão a gastos públicos desnecessários, como se Magistrados e Promotores de Justiça não fizessem jus aos salários percebidos, o que é por demais lamentável, tendo em vista a forte carga sensacionalista de tal tipo de afirmação.
    Não creio que tais afirmações, repetidas no jornal da RPC TV 1ª Edição de 24 de junho de 2015, são de sua autoria, já que seriam mesmo contraditórias e desmedidas, incompreensíveis a uma pessoa que tem demonstrado coerência nas demais declarações lançadas a respeito das demais matérias, e anotações que elogiam a todo o instante operações que estão mudando a realidade deste País, como a “lava jato”, coordenada pelo MPF frente à Justiça Federal, e “publicano”, coordenada pelo Ministério Público do Estado do Paraná frente ao Poder Judiciário do Estado, mas que desmerecem os ganhos remuneratórios de seus protagonistas, levando à população a impressão de que tais merecidos ganhos seriam resultado de qualquer tipo de conduta ímproba de Juízes e Promotores de Justiça que só fazem buscar o benefício próprio.
    Ora, de antemão, vale frisar que tais operações, e tantas outras de menor visibilidade na imprensa só ocorrem atualmente justamente por são bem remunerados Juízes e Promotores de Justiça. Caso contrário, servidor público nenhum, ainda mais os que gozam das prerrogativas e garantias funcionais constitucionais atribuídas a Magistrados e Promotores de Justiça, se submeteria a trabalhar 16 horas por dia em prol da instrumentalização de tais investigações e correspondentes ações judiciais, bem como serem frequentemente ameaçados por todo o tipo de malfeitor que tenta interromper estas ações legítimas através da intimidação direta desses agentes estatais, correndo o risco palpável de perder a própria vida. Seria razoável que fossem mal remunerados, então?
    Também cabe ressaltar que é equivocada a afirmação de que Promotores de Justiça e Juízes exercem funções que devam ser equiparadas a de outros trabalhadores, a ponto de se sustentar que tais ganhos remuneratórios seriam eventuais “privilégios”. Vejamos:
    Tais agentes são, por definição, agentes políticos, partindo do escólio de Hely Lopes Meirelles, não por terem sido eleitos, mas pela força de suas vontades. Ocorre que tanto Juízes e Promotores de Justiça devem ter força e poder para investigar e responsabilizar quem quer que seja, em especial os integrantes das altas cúpulas do Poder Executivo e Legislativo, o que vem sendo realizado com frequência, devido a tal estado de fato em que se encontram estas carreiras pós-constituição de 1988, assim como as demais prerrogativas funcionais previstas nas Constituições e Leis das carreiras.
    Promotores de Justiça e Magistrados, em sua grande maioria, exercem suas funções em cidades distantes das de sua origem. As carreiras correspondentes se iniciam no interior do Estado, passando às promoções que o aproximam das ditas “entrâncias finais”. Então seria tão estranho que ganhassem os criticados auxílios moradias para sustentar as exigências da carreira? Logicamente que não, pois é evidente que as excepcionalidades destas carreiras obrigam os seus membros a deslocamentos a localidades em que efetivamente não irão residir permanentemente pela própria estrutura da carreira, e em que só estarão temporariamente para o exercício de suas funções, e nada mais. As afirmações críticas feitas a respeito dos auxílios moradias levam a crer que Promotores e Juízes seriam obrigados a tirarem dinheiro do próprio subsídio para custear estas necessidades extraordinárias que são exigências da própria carreira, ou, o que seria pior, que teriam que criar um novo patrimônio a cada nova comarca pela qual passasse, ainda que por um período curto de tempo. Essa realidade inviabilizaria o exercício de qualquer profissão, sendo mesmo notório que a “maioria das profissões”, esteio recorrente utilizado pela imprensa para tecer suas criticas, não possuem as mesmas exigências. É evidente que tais observações decorrem de desconhecimento do funcionamento de tais carreiras, mas seguem os esclarecimentos para que não se repitam tais infelizes colocações que induzem o cidadão em erro. Além de tudo, o auxílio moradia, enquanto parcela indenizatória da remuneração, advém de Lei. Lei votada e aprovada pelos representantes eleitos pelo povo no âmbito do Poder Legislativo.
    Promotores de Juízes são independentes, presentam parcelas substanciais da parcela do Estado, alcançando tal status depois de se submeterem a concursos públicos dos mais difíceis, diferentemente de Agentes Políticos eleitos que se valem de todo o tipo de armadilha política e capitais políticos dos mais duvidosos e desonrados para alcançar o poder. Enquanto de um lado se tem na própria ALEP e Executivo estadual, secretários, deputados e ocupantes de cargos comissionados que não possuem um mínimo de instrução, que utilizam da máquina pública em benefício próprio e de “apadrinhados”, desviando recursos públicos em seu favor e de outros desonestos, do outro se tem Juízes e Promotores que trabalham quase sempre muito além do tempo do expediente para resolver os problemas a eles carreados pelo povo. Enquanto o expediente de Deputados Estaduais se resumem a algumas horas em 2 dias de sessões fajutas semanais onde não se discute nada que interesse ao povo, senão em razão de conchavos políticos direcionados à manutenção de um “status quo” dos detentores do poder, Judiciário e Ministério Público buscam a transformação social através da investigação e responsabilização de criminosos e atos de improbidade administrativa, zelando pelos direitos de crianças e adolescentes, do meio ambiente, da saúde, do consumidor, etc…
    Inúmeras são as razões para justificar a remuneração percebida por Promotores e Juízes, sendo estas apenas algumas destas razões a evidenciar que as funções exercidas por Promotores e Juízes não podem ser em hipótese alguma comparáveis a outras profissões, ainda mais se levado em consideração que tais agentes públicos trabalham, nada mais nada menos, para que as pessoas tenham liberdade para fazerem o que quiserem de suas vidas, para que tenham suas profissões, inclusive para que o Sr. disponha da liberdade de exprimir suas ideias em telejornal. No entanto, não é necessário lembrar que a liberdade de imprensa deve ser utilizada de forma responsável, de modo a levar informações verdadeiras à população, e não para criar uma situação injusta de mal estar, ainda mais em desfavor daqueles que estão preocupados em mudar a realidade lamentável deste país.
    Parecem esquizofrênicas os constantes elogios aos membros do GAECO, ao Procurador da República Deltan e ao Juiz Federal Sérgio Moro, quando por outro lado se fala tão mal na imprensa das remunerações por eles recebidas, sempre acompanhada da já comentada carga de leviandade que põe em dúvida o seu merecimento. É mais ou menos assim: O MPF e o Juiz Moro estão limpando o País, recuperando milhões de dólares roubados dos erário, livrando o país dos grandes criminosos que acabam com este país, fazendo tudo aquilo que sempre foi necessário e desejado pela população, mas eles recebem demais para isso. Que tipo de raciocínio infeliz é este? O que se espera da imprensa senão um mínimo de coerência? Por favor Sr. Parracho, ajude a construir um País melhor, e não a destruí-lo.
    De mais a mais, o processo para seleção de membros do Ministério Público e da Magistratura é dos mais democráticos. Inicia-se com a aprovação em vestibular para uma faculdade de Direito reconhecida oficialmente. Após 5 anos de estudos, o estudante de direito se forma bacharel em Direito devendo exercer por 3 anos subsequentes a prática jurídica necessária para habilitá-lo à assunção das carreiras do Ministério Público e Magistratura. Nesse período, a grande maioria dos bachareis em direito que um dia sonharam em se tornar Juízes e Promotores de Justiça se submeterão a trabalhar em escritórios de advocacia onde serão realmente explorados por salários pífios que giram em torno de mil reais, simplesmente para que cumpram os requisitos legais para fazer o concurso do MP ou Magistratura. Nessa rotina diária de estudo para o concurso e de advogado explorado em escritório de terceiros, o dito “concurseiro” passa a se dedicar cada vez mais para alcançar a almejada aprovação na carreira de escolha. Iniciam-se então períodos diários e intermináveis de atividades que se iniciam às 4h30 min ou 5h da manhã com estudos, perpassam pelas atividades da advocacia, e terminam às 23h, 00h com mais estudos. O “concurseiro” engorda e fica doente, as pernas incham, a cabeça doi, os olhos irritam, o cabelo cai e embranquece, a ansiedade o acompanha constantemente, e isto tudo porque passa horas e horas sentado, visando um objetivo incerto que demanda de outros fatores para além de seu esforço. Será que vai dar certo? Como será a concorrência? Eu não deveria estar fazendo outra coisa? Meu amigo médico, administrador, engenheiro, etc… estão viajando e se divertindo, e eu aqui estudando, vou desistir! Mas se eu desistir o que eu vou fazer da minha vida? Estou ficando velho, preciso ir urgentemente ao dentista e ao médico, mas preciso estudar pelo menos 8 horas por dia… deixa para depois da aprovação…. Estes pensamentos, e tantos outros permeiam a mente do concurseiro e o torturam constantemente duram os 3, 4, 5, 6, 7 anos, ou mais, que esse obstinado vai estudar até conseguir o nível de conhecimento necessário para conseguir ser aprovado no concurso do Ministério Público ou da Magistratura e deixar para trás a concorrência de 200, 300, 400 candidatos para uma vaga. Lembramos, nesse longo período a vida não pára. Você vai ser assaltado, vai ser enganado, vai brigar, vai conviver com a doença, com a morte, com a inveja, a ira e a desordem, e mesmo assim terá que se manter firme, disciplinado, obstinado a estudar de 6 a 8 horas por dia para alcançar o objetivo visado.
    Ao final desse processo de tanto sofrimento, o bacharel aprovado ainda sonha em ajudar as pessoas e a trabalhar o quanto for necessário para o progresso do país, disposto a dar a própria vida em prol da causa da justiça.
    Assim, o mínimo que se espera é que este antes estudante, bacharel, advogado e concuseiro, agora vitorioso aprovado e membro das carreiras do MP ou da Magistratura, seja muito bem remunerado, vez que a sua determinação, abnegação, renúncias e sacrifícios demonstradas já na fase do concurso público, e que se estenderão por toda a sua carreira, são próprias não a “maioria das profissões”, mas sim a “pouquíssimas profissões”, e aí o termo correto que deve ser utilizado quando se tratar de assuntos relacionados a Promotores e Juízes (poucos, bons, e merecidamente bem remunerados, como o seriam um médico bom, um engenheiro bom, etc…)
    Desta forma, parafraseando Mougenot Bonfim, “as portas do concurso público são estreitas o bastante de modo a permitir a passagem apenas dos melhores, mas altas o bastante para que se permita a passagem de maneira honrada”, portanto, ao invés de críticas à carreira, quase sempre motivadas por vãs tentativas se exortação sensacionalista, ou por desprezível inveja, sugiro que o “crítico” passe por todo o caminho de incerteza e sofrimento pelo qual percorri e também ingresse nas carreias do Ministério Público ou da Magistratura, e seja também muito bem remunerado com direito a auxílio moradia e tudo, sabendo do que passou e porque é merecedor, sabendo que ingressa para exercer um sacerdócio que talvez o exigirá cada vez mais, e que será cobrado constantemente, que enfrentará interesses dos mais poderosos e que sofrerá retaliações por isso, que terá que lidar com a pior espécie de bandido, mas que também terá a oportunidade de estender a mão a quem precisa de remédios essenciais para sua existência digna, que cuidará do futuro da nação através do cuidado com crianças e adolescentes e suas necessidades básicas, especialmente à educação, e que, se se sentir merecedor de tanta responsabilidade, ainda poderá se reconhecer digno enquanto cidadão, tendo o prazer de um dia olhar para trás e ter certeza de que cumpriu o seu dever em um País com tantos problemas como o nosso.
    Portando, Sr. Parracho, independentemente de quem formula estas colocações a respeito da remuneração de Juízes e Promotores, faz-se imprescindível que tais declarações também sejam acompanhadas das razões que o levam a crer que estas são profissões comparáveis as demais. Acaso se convença das excepcionalidades envoltas a tais funções, recomenda-se que elogios sejam deflagrados, de modo a servir de mais e mais estímulo para que novas ações de extrema importância sejam firmadas pelo Ministério Público e pelo Judiciário, atribuindo o devido reconhecimento aos seus integrantes, inclusive indicando porque são merecedores de ser bem remunerados. Ainda, se um dia estiver verdadeiramente ciente do alcance e responsabilidades destas profissões, talvez únicos instrumentos hábeis a um dia por fim às mazelas do crime organizado, corrupção e desajustes sociais que assolam este País, permita-se a passar por tudo que eu passei e ingresse em uma dessas carreiras, utilizando toda a sua eloquência para produzir bons frutos para o nosso Estado do Paraná e o Brasil (o Sr. certamente seria um bom orador no Júri), e não simplesmente para reproduzir ideias mal formadas e difamatórias em desfavor daqueles que pretendem construir uma nova realidade de honestidade, liberdade e igualdade.

    • Prezado Doutor Rafael Alencar,
      Na elaboração do Paraná TV, temos a participação de uma grande equipe de profissionais, com experiência, talento, capacidade e formação intelectual, que atuam com ética e responsabilidade e tudo que vai ao ar reflete a pluralidade de opiniões, sempre questionadas, refletidas internamente, sendo assim, não há uma linha escrita ou dita que seja de autoria de um único jornalista. O que vai ao ar é resultado de um trabalho em equipe.
      Em nenhum momento questionamos se o salário de juízes e desembargadores é justo, porque isso faz parte de um contexto muito mais amplo, o da Justiça, que está amparado na legislação, mas também em conceitos ou pontos de vista que podem ser diferentes de pessoa para pessoa. Particularmente, acredito que os magistrados são, em geral, pessoas muito bem preparadas, que atingiram um grau elevado de formação jurídica e foram selecionados por meio de concursos de alto nível de dificuldade e sempre muito concorridos. E que por isso e pela responsabilidade de sua missão na sociedade, merecem com certeza uma remuneração à altura dos desafios e das dificuldades da profissão. Contudo, não podemos esquecer que vivemos num país de acentuados contrastes, com um desnível enorme nos ganhos de determinadas categorias. E isso está na cabeça das pessoas, é um pensamento comum a muita gente. Também defendo que professores sejam bem remunerados, porque sua missão é tão importante quanto à de um juiz, de um médico, de um político.
      Se uma categoria, qualquer que seja, que está entre as de maior remuneração do país, ganha um auxílio para morar, se locomover, vestir, se aperfeiçoar, se alimentar, e outras não recebem tal auxílio, mesmo sendo servidores públicos também, isto não pode ser considerado um privilégio?
      Não há como não levarmos em conta que estes contrastes tão gritantes, podem ser uma das causas de tantos problemas sociais que este país enfrenta. Costuma-se dizer, popularmente, que o “exemplo vem de cima”. E em muitos, inúmeros casos, não é isso que vemos. Aqui não me refiro aos Juízes e sim a muitos homens públicos que não honram a confiança que lhes é creditada pelos cidadãos “comuns” e mais, viram as costas ao interesse público, estabelecem alianças perigosas e questionáveis e acabam por trair esta confiança e cometer crimes contra toda uma população, toda uma nação. E nem seria preciso dizer que eles se abrigam sob uma abominável blindagem, horrorosamente chamada de “imunidade”, como se algumas pessoas fossem “superiores” a outras nesta pátria tão potencialmente rica, mas infelizmente tão ofendida e humilhada. Isto não é um privilégio? Não seria um crime contra o dinheiro público, que é de todos, tão merecedor de punição quanto o ato horripilante de um estupro, por exemplo? Conceder a uma pessoa, teoricamente igual à outra, algum tipo de impunidade, não é um privilégio?
      Quanto às operações levadas a termo por Promotores do Ministério Público, Policiais Federais, Juízes e outros agentes do Estado ou da República e citadas pelo senhor, não há dúvida de que são motivos de orgulho e de esperança para uma grande parcela da população, cansada de ser espoliada por criminosos de todos os matizes e já por demais desacreditada do real poder das instituições em não apenas desvendar os crimes, expô-los à sociedade mas principalmente ver os responsáveis pelos “roubos”, desvios de verbas públicas e outras ações criminosas, exemplarmente punidos como exemplo para desencorajar outros a cometer os mesmos, velhos e já de sobra conhecidos e repetidos crimes.
      Podemos pensar, sim, que bem remunerados, estes agentes de fiscalização da sociedade, tem muito mais condições de desenvolver seu trabalho com independência e retidão. Pois do contrário, poderia se atribuir a uma remuneração inadequada, os desvios de conduta que vemos quase todos os dias, embora em alguns casos, cometidos por servidores que não ganham baixos salários.
      Penso que não há distorção significativa nos vencimentos daqueles que são por livre e espontânea vontade, alçados à condição de guardiões da ética, da boa e correta aplicação do dinheiro e outros recursos públicos. Ou seja, não concordo que algum Promotor, Juíz, Desembargador deste país ganhe mal.
      Não podemos ser ingênuos a ponto de não reconhecer que, quando um benefício é pago a uma corte superior, todas as demais adquirem legalmente o direito de requerer e receber o mesmo benefício. O auxílio moradia de um Ministro do Supremo, vai se transformar em benefício para um juiz de primeira instância em qualquer estado da Federação. Assim como um determinado auxílio dado a um Senador, a um Deputado, vai por efeito cascata, se somar à remuneração de um vereador nos mais remotos rincões do país. É legal, sim. O que poderia ser questionado é o “tamanho”, a extensão que isso adquire e o quanto repercute na vida do cidadão comum, que também acorda cedo, trabalho muito, também está preocupado em sustentar a sua família, com os destinos do país e, que no final das contas, é quem paga por tudo isso.
      O senhor se refere à ameaças sofridas por Magistrados e Promotores de Justiça e tenho conhecimento de algumas. Pois saiba que jornalistas também sofrem ameaças, às vezes, diárias. Às vezes, de morte. Isto já aconteceu inúmeras vezes comigo e com dezenas, se não centenas de colegas que conheço. Recentemente, ao denunciar o desvio de dinheiro e o esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná, um colega nosso escapou por pouco de uma tocaia, que indivíduos desconhecidos tinham organizado para executar este jornalista, numa rua movimentada de uma das maiores cidades do estado. Este jornalista está sob proteção da empresa, em outro estado, tendo sido obrigado a deixar a sua casa, abandonar o curso de Direito que fazia na Universidade Federal, a esposa, a filha, a família, em função da ameaça de ser morto. Ele não tem proteção policial a que, com certeza, um Juiz em situação semelhante, teria. Alguns professores são agredidos e até ameaçados de morte em sala de aula. E eles não recebem proteção policial, porque o estado não tem recursos nem estrutura para proteger um servidor público como este. E ele tem que voltar à mesma sala de aula e ficar frente a frente com o estudante que o ameaçou, todos os dias.
      A propósito, em defesa do auxílio moradia o senhor cita a contingência de um juiz ter que iniciar a carreira em outra localidade, por tempo determinado e que, o não pagamento do auxílio, “inviabilizaria o exercício de qualquer profissão”. Respeito a sua opinião, mas me dou o direito de discordar. A minha profissão me obrigou, algumas vezes, até contrário à minha vontade, a mudanças repentinas de cidade e de estado. E sempre tive que pagar minhas próprias despesas com moradia. E isso nunca me impediu de chegar ao novo local e mesmo sem conhecer fiador, imobiliária e muitas vezes até a cidade, ter que me instalar num imóvel alugado e no dia seguinte, passasse a trabalhar numa rotina que, na maioria das vezes, foi semelhante às 16 horas diárias que o senhor alega que um juiz trabalha. Mas conheço outros profissionais que passaram por situação semelhante: vendedores, médicos, engenheiros. Claro, todos da iniciativa privada que, salvo raras excessões, não paga auxílio para moradia. Em alguns setores do serviço público, a regra é diferente.
      Quanto à sua avaliação sobre os cargos políticos, concordo integralmente. O senhor foi perfeito na definição, ao dizer: “Enquanto de um lado se tem na própria ALEP e Executivo estadual, secretários, deputados e ocupantes de cargos comissionados que não possuem um mínimo de instrução, que utilizam da máquina pública em benefício próprio e de “apadrinhados”, desviando recursos públicos em seu favor e de outros desonestos, do outro se tem Juízes e Promotores que trabalham quase sempre muito além do tempo do expediente para resolver os problemas a eles carreados pelo povo. Enquanto o expediente de Deputados Estaduais se resumem a algumas horas em 2 dias de sessões fajutas semanais onde não se discute nada que interesse ao povo, senão em razão de conchavos políticos direcionados à manutenção de um “status quo” dos detentores do poder, Judiciário e Ministério Público buscam a transformação social através da investigação e responsabilização de criminosos e atos de improbidade administrativa, zelando pelos direitos de crianças e adolescentes, do meio ambiente, da saúde, do consumidor, etc…”
      E isso me faz crer que o senhor é uma pessoa que se dedica com grande esforço e intensidade ao seu trabalho, à sua missão. Está imbuído de um espírito genuíno de serviço público, com o intuito de mudar a realidade do país. E a minha grande esperança e a de toda a população deste imenso país, é ter nestes cargos do Judiciário, pessoas como o senhor, que escolheram uma das carreiras mais nobres da sociedade. E entendo a sua afirmação de “que tais agentes públicos trabalham, nada mais nada menos, para que as pessoas tenham liberdade para fazerem o que quiserem de suas vidas, para que tenham suas profissões, inclusive para que o Sr. disponha da liberdade de exprimir suas ideias em telejornal”. Porém, gostaria de lembrá-lo que a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa neste país são frutos da luta, do sofrimento e da conquista da sociedade como um todo. E que os jornalistas e as empresas de comunicação respondem perante à Lei por qualquer avanço nos limites da responsabilidade ou no cometimento de qualquer crime. E que jornalistas são, como outros cidadãos comuns, imputáveis. Não tem qualquer tipo de imunidade ou blindagem legal. Por outra, os juízes estão aí para garantir o direito à liberdade de expressão e de imprensa que é de toda a sociedade e não apenas dos que atuam nos meios de comunicação. E para garantir o direito de quem se sinta atingido por alguma informação divulgada de forma equivocada, leviana ou mal intencionada.
      Se o pagamento do auxílio moradia é, como o senhor justificou, tão natural à condição dos Juízes, Promotores e Desembargadores, por que um comentário que fosse em outra direção poderia, como o senhor argumenta, “criar uma situação injusta de mal estar, ainda mais em desfavor daqueles que estão preocupados em mudar a realidade lamentável deste país.”? Deveria ser, então, rechaçado por quem o ouviu. E provocar desagrado na maioria das pessoas. E ainda angariar antipatia a quem o proferiu. Faço questão de ressaltar que muitos dos casos que são apurados pelo Ministério Público e julgados pelo Judiciário, nasceram de investigações brilhantes da imprensa. Desafiando ameaças, forte oposição, toda a sorte de dificuldades, como no caso dos Diários Secretos, a série de reportagens divulgada pelo jornal Gazeta do Povo e pela RPC, em 2010. E que em alguns processos, até hoje, a população do Paraná espera pelas sentenças do Judiciário, pela punição dos responsáveis? Os “Diários Secretos” foram vencedores do Prêmio Esso Jornalismo, a mais alta distinção para reportagens no Brasil. E também receberam vários Prêmios internacionais, entre eles, o de melhor cobertura de jornalismo investigativo mundial, concorrendo com grandes veículos, entre eles o New York Times. Esta cobertura, da qual me orgulho de ter participado, também provocou mudanças expressivas no Legislativo paranaense.
      Quando o senhor afirma que “parecem esquizofrênicas os constantes elogios aos membros do GAECO, ao Procurador da República Deltan e ao Juiz Federal Sérgio Moro, quando por outro lado se fala tão mal na imprensa das remunerações por eles recebidas, sempre acompanhada da já comentada carga de leviandade que põe em dúvida o seu merecimento. É mais ou menos assim: O MPF e o Juiz Moro estão limpando o País, recuperando milhões de dólares roubados dos erário, livrando o país dos grandes criminosos que acabam com este país, fazendo tudo aquilo que sempre foi necessário e desejado pela população, mas eles recebem demais para isso”, gostaria de lembrá-los que estes personagens citados pelo senhor ocuparam um espaço em todos os meios de comunicação deste país, não apenas na empresa onde trabalho, porque estão realizando um trabalho que deve ser divulgado, é de interesse de toda a população. E porque eles próprios tem dado divulgação a este trabalho, trilhando a meu ver, um princípio que deveria ser comum a todos do Judiciário, que é o da transparência. Quantas vezes, nós jornalistas buscamos informações de interesse da socidade, no Judiciário, e não temos resposta? Quantas vezes, se espera um resultado prático, cabal de cumprimento da Justiça, e não se tem? Ou a decisão fica restrita ao âmbito jurídico, sob o manto do sigilo, do segredo, quando não se estende por décadas, até prescrever?
      Diante da sua argumentação de que “ainda, se um dia estiver verdadeiramente ciente do alcance e responsabilidades destas profissões, talvez únicos instrumentos hábeis a um dia por fim às mazelas do crime organizado, corrupção e desajustes sociais que assolam este País, permita-se a passar por tudo que eu passei e ingresse em uma dessas carreiras, utilizando toda a sua eloquência para produzir bons frutos para o nosso Estado do Paraná e o Brasil (o Sr. certamente seria um bom orador no Júri), e não simplesmente para reproduzir ideias mal formadas e difamatórias em desfavor daqueles que pretendem construir uma nova realidade de honestidade, liberdade e igualdade”, devo lhe dizer que admiro e respeito muito a profissão de advogado, Juíz, Promotor, Desembargador. E que, se não segui uma destas carreiras, não foi por falta de vontade, determinação ou capacidade de estudar por longos anos a fio, vencer provas em concursos, cursos de formação e outros exames de grande dificuldade. Apenas porque não penso que tivesse vocação ou aptidão para exercer tal função.
      E, para encerrar, ao ler a sua frase: “O que se espera da imprensa senão um mínimo de coerência? Por favor Sr. Parracho, ajude a construir um País melhor, e não a destruí-lo”, recebo com tranquilidade e entendo como um desabafo. Mas lhe asseguro que exerço meu trabalho de forma honrada, legítima e honesta. E que a minha consciência me permite dormir em paz e certo de que estou cumprindo minha missão de forma coerente e, acima de tudo, responsável. Não fosse assim, não teria um retorno tão positivo e um apoio tão contundente do que nos vêem todos os dias pela TV. E o nosso maior juiz é o telespectador que, ao contrário do que muitos imaginam, não é tão ingênuo e ignorante, também tem opinião própria, princípios, valores, vontade, desejos e esperança de um país melhor e mais justo.

  14. Angela Marin disse:

    Muito interesante, adorei.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s