equação

Serão x ônibus extras deixando a rodoviária de y neste feriado. N passageiros viajarão  pelas estradas, o que ocasionará z kms de congestionamento. Outras w pessoas partirão de suas cidades pelo aeroporto de j. M vôos sofrerão atrasos, outros d serão cancelados. A Polícia Rodoviária alerta para a neblina, as condições dos veículos e aconselha prudência para quem for pegar a estrada. P acidentes vão matar x+y pessoas, enquanto outras & ficarão feridas. Neste momento, o trânsito estará lento na BR-u. Um repórter, de capa de chuva, vai narrar tudo isso.

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Amazônia diminui “quatro” São Paulo. E o governo comemora!

O governo anunciou hoje, aos gritos, no Dia mundial do meio ambiente, que a Amazônia teve “queda” recorde no desmatamento. Notícia velha, pois leva em conta o período entre agosto de 2010 e julho de 2011 quando, segundo a fonte oficial, a região teve “apenas” 6.418 quilômetros quadrados devastados. Isso equivale a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo, o que o governo considera um fato a comemorar.

Do jeito que as motoserras e tratores estão pondo abaixo a vegetação mais importante do planeta, transformando árvore em carvão, só é possível concluir que se o desmatamento diminuiu é porque a floresta está acabando.

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Sambista do Paraná

Maé da Cuíca no estúdio da ótv

Ismael Cordeio é um sambista do Paraná. Ele se tornou conhecido nas rodas de samba como Maé da Cuíca. Recebeu o título de “cidadão samba de Curitiba”, que pode não ser lá tão glorioso assim, mas é um reconhecimento ao músico que praticamente trouxe à existência o carnaval na cidade. Maé fundou a Escola de Samba Colorado, a primeira de Curitiba. E ainda foi um respeitável jogador de futebol, do Clube Atlético Ferroviário, campeão estadual de 1953. Mas o maior troféu que este senhor de 84 anos ostenta é ter sido aplaudido de pé na quadra da Mangueira, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio e templo sagrado do carnaval. Maé e seus batuqueiros, como era chamado o grupo de samba que animava as noites curitibanas nas décadas de 1950, 60 e 70, participaram de um concurso de novos compositores, promovido pela Mangueira. Eles defenderam quatro sambas escritos pelo jornalista Claudio Ribeiro (outro apaixonado pelo samba e pelo carnaval) e por Homero Reboli. E venceram o concurso, em 1977. Quem diria… primeiro lugar na Estação Primeira de Mangueira. E justamente um sambista das frias terras de Curitiba, com seus batuqueiros também vindos da terra dos pinheirais! Eles estiveram ao lado de Cartola e Carlos Cachaça, que ficaram encantados com o gingado dos paranaenses e convidaram Maé e seus batuqueiros para uma apresentação no palco da quadra lotada da escola. Desfilaram o repertório que tocavam nos bares e em clubes de Curitiba e dançaram, reproduzindo as coreografias que também os tornaram famosos. Foram aplaudidos e festejados. Na sua simplicidade e dono de uma modéstia inquestionável, Maé conta que chegou a ser convidado pelos integrantes da Velha Guarda para ir morar no Rio, no morro do Mangueira, onde teria um barraco reservado pra ele. Imaginem só! Maé não foi, tinha família e compromissos aqui, onde continuou embalando as rodas de partido alto do Colorado e a torcida do seu time de coração, nas arquibancadas da Vila Capanema, grupo organizado que ficou conhecido como “Boca Negra”. Maé faz a cuíca falar, choramingar, gargalhar. Apesar da idade, ainda canta seus sambas, inclusive o que compôs em homenagem à Mangueira.

Este sambista de respeito vai estar hoje na Otv, às 21h30, no programa Passado & Presente. Canal 11 da NET Curitiba. Ou em tempo real pelo site: www.otv.tv.br

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A caixa mágica de ler

Cem livros cabem na caixa. Cem ávidos leitores. Ou mais… E a biblioteca está ali, na sala ao lado, no ambiente de trabalho. Ela vai onde o leitor está, onde fica mais fácil pra ele encontrar o livro. E satisfazer a paixão pelas letras. O projeto “caixa estante” é uma iniciativa simples, objetiva, da Biblioteca Pública do Paraná. Ideia que ilumina. Acende um holofote que clareia a cultura, favorece o conhecimento e cria oportunidades para quem gosta de ler.

veja a reportagem:

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Eurocopa na Ucrânia

A Eurocopa na Polônia e na Ucrânia vai ser uma oportunidade para o mundo conhecer melhor estes dois países do leste europeu. Em pouco mais de duas décadas, estas nações vem tentando reencontrar um caminho de desenvolvimento, depois do fim da antiga União Soviética e da influência do estado comunista que subjugou várias repúblicas antes independentes. A Ucrânia enfrenta problemas políticos de grande complexidade, uma instabilidade institucional exposta pela confrontação do poder russo com forças que representam os interesses nacionais, mas ambos os lados contaminados pela corrupção e por atos ilegais, muito semelhante ao que acontece aqui no Brasil. Mesmo assim, o país dá sinais de ter uma economia relativamente consolidada neste período pós-perestroika. A Ucrânia vai sediar jogos de seleções europeias com tradição. E com uma novidade: o parlamento ucraniano proibiu o fumo nos estádios. Uma demonstração de civilidade e de preocupação com a saúde, num país onde se fuma muito e os cigarros são “fortes”. A Arena Lviv, no oeste do estado, foi construída em tempo recorde.  E é apenas um dos belos cenários que o país vai apresentar como uma das sedes do campeonato de seleções europeias.

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Amazônia virando carvão

Milhares de árvores são derrubadas todos os dias para queimar nos fornos clandestinos e virar carvão que vai alimentar os fornos das siderúrgicas que produzem ferro-gusa no interior do Pará. (fotos: Lunaé Parracho/Reuters)

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Não entre, Elio

 

Banner que divulga a Xingu +23, a Cúpula dos Povos atingidos pela Construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A Conferência é paralela à Rio + 20, que celebra no Rio de Janeiro os 20 anos da “Rio 92”, e não deve acrescentar qualquer medida efetiva para a proteção do meio ambiente e a salvaguarda dos povos da floresta. Mas será, sem dúvida, um show com desfile de governantes e “estrelas” das mais conhecidas ONG´s mundiais dedicadas ao marketing ambiental.

A Xingu + 23 vai ser em Altamira e começa no dia 13 de junho. Deve reunir ambientalistas de vários países e principalmente representantes das populações indígenas e ribeirinhas, que serão afetadas pelo mega empreendimento energético no coração da amazônia. Não deve ter poder e visibilidade para mudar o curso das ações predatórias na região, mas será um grito de alerta, um desabafo, talvez um último suspiro de indignação pelo desaparecimento da floresta, seus rios e seus habitantes ancestrais. O personagem do cartaz é real. A tragédia também. (foto: Lunaé Parracho)

Saiba mais em: xingu-23-em-belo-monte-atingidos-realizam-encontro-paralelo-a-rio-20

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Por todas as nossas relações

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enviado por Bianca Basile Parracho, como uma forma de “alargar” a nossa consciência. De dizer que tudo é saudade, mas a saudade é apenas um meio de nos conectarmos com quem amamos, um meio de percebermos o quão longe podemos ir se estivermos juntos.

Bjos, Bi, com amor.

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Lágrimas de Laísa

A propósito do Novo Código Florestal, vale a pena ler a reportagem de Lunaé Parracho sobre um ano da morte do casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo. Os dois foram assassinados por pistoleiros numa emboscada há exatamente um ano,  numa pequena estrada de chão dentro do Projeto de Assentamento Extrativista Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, no Pará.

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Palavras de indignação

A imagem é da parede da sala de espera de uma clínica médica. No suporte, houve um dia uma televisão. No detalhe, veja o cartaz que explica o que aconteceu e o sentimento que o fato despertou.

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