psychodelic beat

Parede do Club 44, pub de Kiev

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Doce Ucrânia

Quando digo Ucrânia
pareço estar dizendo vulcão,
cravo vermelho, oceano infindável,
montanha, rio congelado,
fruta acre

Mas tudo se torna
tão leve e doce
quando respiro
teu vento frio
ou sinto as palavras
mordidas, indecifráveis
que saem dos teus lábios
da boca doce da Ucrânia
como um mel de sabor insuperável

Quando penso na Ucrânia
me vem à cabeça
um irmão
de uma força contagiante
de uma coragem de aço
eu vejo rebeldes
brandindo as espadas
da liberdade
eu vejo as mulheres
em bordados coloridos
eu vejo crianças
sorrindo, crescendo
num mundo bem diferente

Quando digo Ucrânia
é como se eu dissesse Brasil
e tudo que dessas
duas palavras emana
sinto estar dizendo:
manhã! seja bem vinda
em toda glória e esperança

(escrito em 14/10/11, a bordo de um velho turbo hélice,
em algum lugar do céu da Ucrânia)
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O melhor feijão preto da Ucrânia!

da esq.: Juliano, Paulinho, Oksana e Alessandro

 

Alessandro já estava estudando na Ucrânia, mas a saudade do feijão que comia em Prudentópolis deixava um buraco no estômago e um vazio no coração. Decidiu usar a experiência de agricultor, trabalhando desde pequeno no sítio da família, na Linha Eduardo Chaves, interior do município paranaense com forte influência da imigração ucraniana. Levou na mala sementes do feijão preto brasileiro e semeou num terreno emprestado nos arredores de Lviv, cidade onde vive no oeste da Ucrânia. Com a ajuda do amigo e colega Juliano, colheram uma boa safra. Não mais a fome daquele caldo abençoado! Não mais a saudade da mesa de casa. Na Ucrânia, tem feijão preto sim. Com linguiça calabresa e outras iguarias possíveis. E eu garanto: é o melhor feijão da Ucrânia!

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A melhor ideia do mundo

Abraços de graça

Jovens em Kiev apontam cartazes em nossa direção. Não querem anunciar nada, nenhum produto à venda. Apenas a vontade de abraçar quem passa. Apenas dizer que um abraço é a melhor notícia, a maior novidade. A mais sincera e pura das revelações. Aproximar o coração do outro, apertar as mãos nas costas. E só. Depois cada um segue o seu caminho, bem melhor do que antes. Quem dá o abraço, também recebe. Apenas um carinho, manifestação singela do amor, sem intermediários, políticos, ágio ou comissões. Apenas um abraço. De graça, como o ar que se respira.

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O lugar mais feio do mundo

Reator nº 4 da Usina Nuclear de Chernobyl

Medo e desolação tomam conta de quem se aproxima deste lugar. A foto mostra o mais perto que um visitante pode chegar. A radioatividade só permite ficar aqui por 15 minutos. Vinte e cinco anos depois, embutido numa capa gigantesca de concreto e metal, no interior do reator destruído, está o magma solidificado de combustível radioativo, urânio, césio, plutônio, soterrado por toneladas de chumbo. Exalando radiação que ainda é capaz de matar. Sugestivamente, a carapaça foi batizada de sarcófago. Foi o máximo que o homem conseguiu fazer depois da grande explosão de 26 de abril de 1986. Uma data pra não ser esquecida. O dia da maior catástrofe nuclear que o planeta já viu. Quem ainda tem dúvidas sobre os riscos de uma usina nuclear, deve ir a Chernobyl, respirar o ar que paira sobre a usina desativada. Andar pelas ruas abandonadas de Pripyat, a cidade construída para abrigar trabalhadores e suas famílias, que tiveram que fugir às pressas, deixando para trás os lares e os sonhos. Os “refugiados atômicos” de Chernobyl. Entre espanto, temor e esperança, eu prefiro ficar com a última.

(curiosamente, o arquivo da foto é o 666.jpg)

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Céu de Curitiba

Fim de tarde em Curitiba

Você olha e não acredita. Apenas espera uma definição. A diferença entre estável e instável se mede em segundos. É mera formalidade. Às vezes é cor, em outras contraste. É bom não subestimar o cinza. Ele existe e aqui tem luz própria.

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Vento e pátria

Bandeira da Ucrânia sobre Lviv

Celebro o dia na pátria gigante, que chora e se diverte nos passos longos das botas. Do alto da torre, eu vejo passado e presente de um lugar que enraiza desejos, vidas e crenças. A história feito cobre, coberta de ouro, de glórias e derrotas.  A “cidade do Leão” é apenas uma das jóias da tua coroa, repleta de pedras e diamantes. A bandeira não poderia silenciar, quando o vento traz de longe uma canção.

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Lugarzim comum: mar de nuvens

Em algum lugar entre Lviv e Kiev

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Lá vamos nós, de novo

Over the seas, ´round the blue ball. Tomorrow we´ll be in the other side, in the old continent. I wish all be ok. I´ll send news from there.

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Auto ajuda, se você quiser…

http://economia.ig.com.br/as-dez-licoes-de-steve-jobs/n1597265004751.html

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