Filha de peixe

O que sentiria Elis Regina ao ouvir a filha Maria Rita interpretar as canções de seu repertório? Elis fez gravações em estúdio e ao vivo, no palco, que se tornaram versões definitivas de músicas de grandes compositores brasileiros, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Edu Lobo, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gonzaguinha, João Bosco, Aldir Blanc, Ivan Lins, Zé Rodrix, Belchior, Renato Teixeira, a lista é longa. Na estreia do show criado para homenagear a mãe, 30 anos depois de sua morte, Maria Rita chorou ao cantar “Se eu quiser falar com Deus”. Pra mim, essa foi uma das mais emocionantes interpretações de Elis. O que deve ter passado na cabeça e no coração de Maria Rita…?!

http://www.youtube.com/watch?v=tWuQc7W0O-A

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Tradutor

Lanchonete na Cidade Industrial em Curitiba convida para um fim de tarde animado. Deve ser isso, né?

 

 

 

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Tchau verão!

Eu vou. Mas eu volto!

 

 

 

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Quem é do mar não enjoa (já dizia Martinho da Vila!)

Gosto de navegar. Mais do que tudo gosto do mar. Talvez os antepassados lusos sejam a explicação. Afinal, eles não temiam desafiar os mares. Cruzaram os oceanos todos desafiando as ondas, os cabos e as tempestades. Neste catamarã da foto, fiz o trajeto de volta de Morro de São Paulo para Salvador, numa tarde em que na ilha ainda brilhava o sol.  Mas depois de zarpar, o céu escureceu, a chuva caiu implacável sobre a embarcação. O catamarã que navega bem, cortando suavemente as ondas, começou a sacudir, a balançar de um lado para o outro. Várias pessoas passaram mal, enjoaram e tiveram que usar os “saquinhos” plásticos que estavam enrolados à frente de cada poltrona. Foi um pandemônio à bordo, gente tentando tomar um ar, caminhar, pessoas tontas, mareadas, pálidas, lutando pra se segurar em pé. Eu me lembrei da célebre orientação de olhar somente para a linha do horizonte e não encontrei… tinha desaparecido sob o cinza escuro da tormenta. Não cheguei a passar mal, resisti não sei se por sorte ou pelo sangue português. Naquelas duas horas e meia de mar batido, chuva e vento, pensei nos marinheiros que atravessavam o mar em caravelas de madeira e velas de pano. Gosto do mar, gosto de navegar, mas definitivamente não sou um bom marujo.

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Lapamóvel

O lapamóvel

Este é o Lapamóvel, um veículo desenvolvido pelo empresário Márcio Assad (que aqui aparece pilotando a moto e levando de carona a sua companheira Adriana). Basicamente, é um riquixá (rickshaw), uma pequena “carruagem” muito comum na Índia e na China, usada para transportar passageiros e puxada por uma pessoa a pé ou de bicicleta. Aqui, ela é tracionada por uma moto elétrica, com a potência correspondente a 50 cilindradas. Um veículo que não polui o ar e não faz barulho. A intenção de Marcio é produzir em série e utilizar os “rickshaws” rebocados para circuitos turísticos na cidade histórica da Lapa, a 60 km de Curitiba. O visitante vai poder conhecer um pouco da história, passando pelos locais mais importantes a bordo de um veículo ecologicamente correto e que tem um certo charme. Marcio pretende oferecer a opção do áudio guia, com informações sobre cada ponto por onde o Lapamóvel passar. Uma ideia criativa, que tem tudo para tornar a visita à Lapa ainda mais atraente.

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Ativismo grisalho

O ator americano Gerge Clooney pagou 100 dólares de fiança e se livrou da cadeia, para onde foi levado esta semana ao lado de seu pai, o jornalista Nick Clooney (com a cabeleira toda branca e uma ótima aparência). Os dois e um grupo de ativistas promoveram uma manifestação em frente à Embaixada do Sudão nos EUA, protestando contra Omar al-Bahisr, presidente do país africano por não fazer nada para interromper a matança de civis e por impedir a chegada de ajuda humanitária ao país.O protesto chamou a atenção da imprensa mundial para o massacre de inocentes no Sudão, mais um país de realidade sangrenta nas mãos de um ditador que ignora os direitos humanos.

Dias atrás, Clooney encenou, ao lado de Brad Pitt, uma peça de teatro transmitida pela internet que defendia o casamento de pessoas do mesmo sexo. Em janeiro, depois de completar 50 anos, o “coroa” (neste ponto, meu colega!) que tem um exército de fãs de todas as idades, disse que “nessa idade tudo fica mais fácil, que não está nem aí para as rugas, para os cabelos grisalhos e que também não perde tempo pra tentar mudar isso.” A dica do astro é simples: “Você não se preocupa com como é visto ou com o que fazer da sua vida. Minha única preocupação é se vou conseguir fazer o trabalho que desejo fazer”. O “jovem” Clooney afirma: “tenho uma vida muito boa, mas não significaria nada se não me sentisse capaz de trabalhar a sério e deixar minha contribuição ao mundo.” Tá dito e tá feito, garoto!

O ator ganhou o Globo de Ouro em janeiro pelo filme “Os Descendentes”, que estreia no Brasil no dia 27.

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Superação

Histórias de gente que consegue ver a “luz”. E, apesar de tudo, aprende a encarar a vida com dignidade, esperança e alegria. No Paraná Tv…

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Por ocasião de hoje

Se a seca finda. Se a chuva medra a semente. Se hoje é pra chorar ou pra sorrir. Se é a felicidade que está aí, na porta, a bater. Se não sei o que é, o que será, se você vai cerrar ou vai abrir. Os lábios, ouvidos, sorriso largo ou cenho. O tempo vai dizer, se é de hoje ou se é antigo, sei não, vai vir o que virá. E virá.

Segue o Seco (Carlinhos Brown)

A boiada seca
Na enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca
Segue o seco sem sacar que o caminho é seco
Sem sacar que o espinho é seco
Sem sacar que seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino seca

Ô chuva vem me dizer
Se posso ir lá em cima prá derramar você
Ó chuva preste atenção
Se o povo lá de cima vive na solidão
Se acabar não acostumando
Se acabar parado e calado
Se acabar baixinho chorando
E se acabar meio abandonado
Pode ser lágrimas de São Pedro
Ou talvez um grande amor chorando
Pode ser o desabotoar do céu
Pode ser um coco derramando

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Senhora solene

Preciso tentar entender a marcha das contradições, aprender com elas. A dúvida é fruto de todo pensamento, toda reflexão e, por fim, pode ser um caminho tortuoso para a certeza. Mas não é garantia disso. Hoje, acho que há mais dúvidas do que antes. Muito menos certezas. Mas isso me faz sentir bem. Ao saber que há muito, ainda, a aprender e que nunca aprenderemos tudo. Viveremos em meio à dúvidas e contradições e, no encontro final, talvez a única certeza será a de que esta “senhora solene” é uma farsa. Uma armadilha da nossa vã imaginação.

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Para dona Linda, fiado é coisa séria

Dona Hermelinda, de 84 anos, guardou por mais de meio século uma conta para o dia em que pudesse pagar. Pois esse dia chegou. E ela tirou da gaveta o velho papelzinho gasto pelo tempo, onde a dívida foi registrada, atualizou o valor e mandou entregar o dinheiro ao dono de um armazém que, desde 1961, não funciona mais. Imagine a surpresa do comerciante! Veja a reportagem no PRTV:

apos-50-anos-aposentada-paga-divida-comerciante-do-parana.html

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