Eurocopa na Ucrânia

A Eurocopa na Polônia e na Ucrânia vai ser uma oportunidade para o mundo conhecer melhor estes dois países do leste europeu. Em pouco mais de duas décadas, estas nações vem tentando reencontrar um caminho de desenvolvimento, depois do fim da antiga União Soviética e da influência do estado comunista que subjugou várias repúblicas antes independentes. A Ucrânia enfrenta problemas políticos de grande complexidade, uma instabilidade institucional exposta pela confrontação do poder russo com forças que representam os interesses nacionais, mas ambos os lados contaminados pela corrupção e por atos ilegais, muito semelhante ao que acontece aqui no Brasil. Mesmo assim, o país dá sinais de ter uma economia relativamente consolidada neste período pós-perestroika. A Ucrânia vai sediar jogos de seleções europeias com tradição. E com uma novidade: o parlamento ucraniano proibiu o fumo nos estádios. Uma demonstração de civilidade e de preocupação com a saúde, num país onde se fuma muito e os cigarros são “fortes”. A Arena Lviv, no oeste do estado, foi construída em tempo recorde.  E é apenas um dos belos cenários que o país vai apresentar como uma das sedes do campeonato de seleções europeias.

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Deixem o vampiro em paz

Da esq.: o jornalista Jorge Narozniak, o diretor do Museu Guido Viaro, Constantino Viaro e o professor de literatura da UFPR, Paulo Venturelli.

Os quatro “rapazes” aí da foto conversam sobre Dalton Trevisan. O escritor curitibano laureado nesta segunda-feira, 21 de maio, com o Prêmio Camões, o mais importante para autores de língua portuguesa. Constantino, amigo íntimo de Dalton e o professor Venturelli, profundo conhecedor da obra do escritor, contam boas histórias sobre o homem que ganhou o apelido “Vampiro de Curitiba”, uma alusão ao livro com o mesmo nome. Um escritor arredio, que detesta entrevistas, holofotes e até mesmo homenagens, mas entre amigos, se revela um camarada bem humorado e de boa conversa. Respeitando o jeitão recluso do escritor de “Vozes do Retrato – Quinze Histórias de Mentiras e Verdades” (1998), “O Maníaco do Olho Verde” (2008), “Violetas e Pavões” (2009), “Desgracida” (2010) e “O Anão e a Ninfeta” (2011),  só pra citar obras recentes, é preciso reconhecer que ele, apesar de famoso, tem todo o direito à privacidade. Vamos deixar o solitário em paz, em seus 86 anos de intensa dedicação à literatura. Sem entrevistas, abordagens indiscretas, bate-papos com estranhos, as lentes das câmeras e os microfones afoitos. Deixem o Dalton quieto, na tranquilidade da sua reclusão.

Quem quiser conhecer um pouco da obra e da personalidade do escritor, considerado por alguns o maior contista vivo da língua portuguesa, veja hoje o Programa Passado & Presente, da Ótv, que vai ao ar às 21h30, no canal 11 da NET Curitiba. Ou entre no site: www.otv.tv.br

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Leitura obrigatória

mundo-sustentavel é o novo blog sobre vida sustentável do excelente jornalista André Trigueiro, apresentador de tv, professor universitário e especializado em meio ambiente. André comanda na Globo News o programa Cidades & Soluções, dedicado a debater problemas e iniciativas encontradas para melhorar o espaço urbano no Brasil e no mundo. Pela competência e talento, o blog é mais uma leitura obrigatória sobre o tema. Sucesso ao André e vida longa ao blog!

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Bolsas para estudantes na Ucrânia

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/conteudo.phtml?tl=1&id=1254330&tit=Ucrania-oferece-bolsas-de-estudo-a-descendentes-que-moram-no-Brasil

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Nicolago, Nicovale, Nicanal, Nicolixo…

O Barigui, um dos parques mais frequentados de Curitiba, a “praia” da capital, nasceu para proteger a cidade das cheias, quando o rio de mesmo nome transbordava nas chuvaradas. A concepção de parques para reter a água da chuva nasceu na cabeça de Nicolau Klupel (segundo da esq), engenheiro civil que dedicou a vida profissional a projetos de coleta e gerenciamento do lixo, criação dos lagos de acumulação, à proteção dos vales, aos programas de saneamento básico. Iniciativas que lhe renderam apelidos como “Nicolago”, “Nicovale”, “Nicanal”, “Nicolixo” e por aí vai… Além de dar essa contribuição à Curitiba, Nicolau é um colecionador de piadas de “polacos”, como ele mesmo chama os descendentes de poloneses. No programa Passado e Presente desta terça-feira, na Otv, ele conta um pouco da sua trajetória, dos seus projetos e da história de Curitiba. E nos presenteia com algumas dessas piadas e expressões, contadas com muito bom humor e com o sotaque típico polaco. Nicolau dá um show, às 21h30, no canal 11 da NET ou pelo site: http://www.otv.tv.br. O programa tem também a participação do advogado e especialista em direito ambiental, Francisco Nogueira (segundo da dir) e do jornalista Jorge Narozniak (dir).

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Iván, o filme. História universal do homem, sua terra, seu destino.

Em 1942 Iván Bojko foi arrancado de sua aldeia natal na Ucrânia pelos nazistas e levado para trabalho forçado. Em 1948 ele imigrou para o Brasil e nunca mais conseguiu voltar para a Ucrânia. 68 anos depois, o filme  documenta o retorno de Iván Bojko a sua terra natal, aos 91 anos. Baseado nos diários de Iván, as imagens e sons funcionam como canais de acesso a uma experiência do imaginário, que atravessam as simples lembranças do imigrante e chegam até o nosso imaginário também.

O texto acima está na página do Festival Internacional de Curitiba, Olhar de Cinema. Vale a pena conferir:

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águas do paraná (Globo Repórter)

Se você não viu, veja o programa sobre as águas do Paraná, uma produção da Rede Globo e RPC TV, sobre as riquezas naturais do Paraná, na fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina.  Um lindo trabalho, um dos mais belos dos últimos tempos exibidos na tv brasileira.

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Quanta água é preciso?

Quanta água é utilizada para fazer com que cada um desses produtos chegue até você? Boa reflexão, que deveria resultar em mudanças no nosso comportamento de consumo, nas atitudes do dia a dia. Além do custo financeiro, existe o valor ambiental deste recurso que é gasto diariamente como se não fosse acabar nunca! E a gente sabe que um dia pode acabar… ou não sabe?

(informação enviada por Marcelo Arend, de Foz do Iguaçu, “terra das águas”!)

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O povo é sábio

O outdoor acima, colocado na rua Olívio Domingos Brugnago, no bairro Vila Nova, em Jaraguá, demonstra a indignação sobre a proposta de aumento do número de vereadores na Câmara.

Este, acima, foi colocado na Ilha da Figueira, bairro de Jaraguá do Sul. 

E, por fim, este que mostra que as pessoas sabem fazer as contas e escolher o que é melhor e mais necessário para si e para a coletividade. 

Os textos e as fotos me foram enviados por email por Luiz Carlos Parracho e fazem parte de uma campanha cidadã que está circulando pela internet. Traz, no final, a frase:

“Seja você, a mudança que está tentando criar” (Mahatma Gandhi)

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Simples assim

Contra a seca no nordeste, não é preciso limitar o abastecimento aos carros pipa, quando a chuva falta, ou remover montanhas para transpor um rio de lugar, como o governo fez e faz com o São Francisco, patrimônio hídrico, histórico, ambiental e social do país. Basta mandar um técnico competente ver como funcionam os sistemas de irrigação que transformam desertos em oásis nos kibutz ou nas colinas pedregosas de Israel e em terras áridas de outras regiões do Oriente Médio. Gota a gota, em pingos controlados por softwares nada geniais, se produz as mais saborosas frutas e as mais belas flores, exportadas para o resto do mundo.

Contra a incompetência administrativa do futebol brasileiro e as dinastias de “cartolas”, como são chamados alguns dirigentes inescrupulosos e suas máfias, basta adotar o modelo eficiente e altamente competitivo do vôlei, praticado aqui no Brasil mesmo, que já conquistou as mais importantes competições mundiais, demonstra uma impressionante capacidade de renovação, de descoberta de novos talentos e dá exemplos diários de crescente interesse da torcida e da mídia especializada.  Apenas valorizando a capacidade, o talento e a competência, acima de outras preferências.

Simples assim. São apenas exemplos, mas por que não se adotam esses modelos? Por vigorar no país a lei da propina, da compra de apoio e representatividade, da apropriação indevida e criminosa dos bens públicos (dinheiro), da prevalência de alguns grupos, partidos e bancadas organizadas, sobre os interesses mais legítimos do povo, atropelando a dignidade e a soberania da Nação. Em outras palavras, porque aqui imperam leis que beneficiam e protegem quadrilhas, quase sempre criadas e aprovadas por seus próprios representantes, legítima e democraticamente eleitos em campanhas financiadas ora com verbas desviadas dos orçamentos públicos, ora com recursos “gentilmente” doados por empresas privadas (sobretudo empreiteiras de obras). Ou ainda por contraventores e reconhecidos criminosos impunes, que fazem valer seus interesses maiores ao eleger políticos que irão “devolver” o patrocínio em benesses e contratos supervalorizados. Ou seja, um vício gera o outro e o outro alimenta os “uns” e muitos “outros”.

Alguns fazem de conta que não sabem e vão votar, eleger e reeleger a corja, às vezes em troca de uma esmola qualquer, que pode ser uma dentadura, uma cesta básica, um tanque de gasolina ou um emprego. Alguns fazem de conta que combatem, há os que fazem de conta que investigam e julgam. Existem, também, os que se sentem indignados e tentam encontrar meios para demonstrar a insatisfação. Infelizmente, esses são poucos.

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