Violino e fósseis na sala

Ragnhild Borgomanero, Ariane Ducatti e Adailton Bitencourt

Ragnhild Borgomanero, Ariane Ducatti e Adailton Bitencourt

Do lado esquerdo da foto, no monitor, está Guido Borgomanero. O ex-cônsul geral da Itália em Curitiba faleceu em 2005. Além de um diplomata dedicado e muito atento aos lugares onde serviu, às populações dos países onde viveu, ele era um virtuose ao violino. Tocava peças intrincadas e de difícil execução com maestria. Sua esposa, Ragnhild Borgomanero, conversou com a gente no programa Passado & Presente, da Ótv, que vai ao ar nesta terça-feira, 05 de fevereiro, às 21h30, no canal 11 da NET Curitiba. Ela conta porque, aos 80 anos, decidiu aprender a trabalhar com programas de edição e de tratamento de fotos em computador e fala sobre a incrível coleção de pedras raras e fósseis que mantém na sala de casa.Dá pra ver a entrevista em tempo real pelo site:

 www.otv.tv.br

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Menos fumaça e gasolina

Não há quem não fique indignado com o aumento do preço dos combustíveis. Não é só a gasolina, mas o óleo diesel também, o que desencadeia aumentos de preços em cascata. A pergunta é sempre a mesma: temos petróleo, por que nossa gasolina é tão cara? E eles sempre respondem que o Brasil é dependente do preço mundial, que os custos de extração aqui são mais caros, que importar o óleo é mais barato do que produzir e refinar aqui. Acho que este reajuste de preço é mais uma oportunidade da gente repensar essa nossa dependência. Vamos repensar o uso do carro, vamos investir mais em carros elétricos, a hidrogênio e com outras tecnologias menos poluentes e mais inteligentes. Mesmo que o custo inicial seja maior do que os carros flex, ao longo do tempo, esse valor se dilui e até mesmo a manutenção é mais barata. Vamos usar mais o transporte coletivo, a bicicleta, a carona. O petróleo vai ficar cada vez mais caro, sem falar nos riscos que a exploração traz aos oceanos, ao meio ambiente. Então, não basta se indignar com os aumentos. Temos que mudar o comportamento.

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Carnavais de Curitiba

http://www.otv.tv.br/video/carnaval-de-curitiba-e-tema-do-passado-e-presente/

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Movido a tragédias

Foi preciso uma tragédia, que levou a vida de 231 jovens na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para que autoridades civis e militares corressem para tomar providências com relação à segurança de casas noturnas. Sempre é assim. O Brasil é movido a tragédias. Incêndios, acidentes aéreos, naufrágios de  embarcações que navegam lotadas nos rios da amazônia e no mar, grandes desastres nas rodovias, mal conservadas, mal sinalizadas e sem punição decente para quem dirige de forma abusiva e criminosa. Só depois de registradas as mortes, os responsáveis por estes setores, por fazer cumprir as normas de segurança, correm para anunciar medidas de fiscalização, mais rigor no cumprimento da lei. Até que aconteça o pior, o que existe é condescendência, desdém e até conivência com as irregularidades. Duas informações divulgadas ontem nos fazem pensar na falta de responsabilidade que aumenta os riscos de acidentes. A primeira é intrigante: em geral, os bombeiros não dão conta de vistoriar todos os locais, e o dono do estabelecimento é que deve pedir a vistoria. Ela só é feita em caráter obrigatório no momento da concessão do alvará, da licença de funcionamento. Depois disso, apenas se for solicitada pela boate, pelo bar, lanchonete, enfim. A segunda é revoltante, e dita em alto e bom som, por um empresário da noite, numa entrevista a uma rádio de Curitiba: é prática comum em boates a entrega de um sinalizador como brinde para os clientes que compram uma champagne. Seria uma forma de “diferenciar” o cliente vip da casa! Foi um sinalizador, lançado pelo cantor da banda que se apresentava na boate Kiss, que provocou o incêndio que matou 231 jovens e feriu dezenas de pessoas, no domingo, 27 de janeiro de 2013. Medidas mais rigorosas virão, mas só nos primeiros dias, nas primeiras semanas depois da tragédia de Santa Maria. Breve, muito breve, todos veremos o noticiário esfriar, a situação se acomodar para que jovens voltem a frequentar casas noturnas que só tem uma pequena porta de entrada, sem saídas de emergência e com seguranças sem qualquer preparação para enfrentar tumultos, treinados apenas para impedir que alguém saia sem pagar a conta.

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é só um novo lugar (por Cazuza)

https://www.youtube.com/watch?v=sG1Ub8r8gO4

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árvores ao chão (e a gente não se envergonha?!)

http://newsfeed.time.com/2013/01/22/the-amazon-rainforests-new-sos-signal/

A foto é de Lunaé Parracho para a Reuters

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Amor que surpreende

http://g1.globo.com/parana/noticia/2013/01/namorado-faz-pedido-de-casamento-surpresa-em-parque-de-curitiba.html

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Os que devem viver

Enviado por Lunaé Parracho

Dom Pedro Casaldáliga
Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia/MT
Há 500 anos que “o índio é aquele que deve morrer”. 500 anos proibidos para esses povos classificados com um genérico apelido, negadas as identidades, criminalizada a vida diferente e alternativa. 500 anos de sucessivos impérios invasores e de sucessivas oligarquias “herdeiras da secular dominação”. 500 anos sob a prepotência de uma civilização hegemônica, que vem massacrando os corpos com as armas e o trabalho escravo e as almas com um deus em exclusiva. Por economia de mercado, por política imperial, por religião imposta, por bulas e decretos e portarias pseudocivilizados e pseudocrístãos. já se passaram, então, 500 anos para aquele povo de povos que tinha que morrer e finalmente, mesmo continuando as várias formas de extermínio, “os Povos Indígenas são aqueles que devem Viver”.
“Não há vontade política” se diz. Pior ainda: há positiva vontade política contra a causa indígena. Os povos indígenas teriam o pleno direito a exigir vontade e ação políticas oficiais para sua sobrevivência e realização, mas não esperam, não vamos esperar, que as autoridades
responsáveis se responsabilizem mesmo. Os povos indígenas, através
de várias organizações e com gestos emblemáticos ou heróicos rasgam
as portarias, recuperam suas terras, arriscam a própria vida.
Felizmente há muitos setores da sociedade e da Igreja, na ameríndia e no Mundo, que somam a sua solidariedade à luta indígena. E aí entrou, faz agora 40 anos, nosso CIMI, pequeno, mas teimosamente fiel. Podemos celebrar a data com ares de jubileu. Pela cotidiana fidelidade de tantos irmãos e irmãs, pela acolhida que os povos indígenas têm dado ao Cimi, pelo testemunho maior de nossos mártires. E queremos celebrar o jubileu reassumindo o compromisso de por vida com a Causa Indígena, “derrotada e invencível” como causa evangélica que é. Apesar de tanta cobiça e idolatria sobre as terras indígenas, contra suas culturas alternativas, contra o sonho divino da terra sem Males.
Para isso queremos rebatizar em conversão diária nossa espiritualidade e nossa pastoral. Com indignação profética, com solidariedade militante, com esperança pascal. Na caminhada fraterna e sororal com todos os movimentos de libertação, seguindo aquele que é o Caminho verdadeiramente alternativo, a Verdade de deus feito humana história e a Vida plena contra todo sistema de morte. Nessa caminhada são particularmente “os Povos Indígenas aqueles que devem Viver”.

 

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depois da estrada começa uma grande avenida (by Rita)

Dia de ver videos antigos, antigas canções que parecem cada vez mais atuais…coisas da vida, diria a tia Rita, “e a gente se olha e não sabe se vai ou se fica…”

 

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O meu caminho só (único)

“fazer da minha vida sempre o meu passeio público. E ao mesmo tempo fazer dela o meu caminho só, único.”

(último romântico, Lulu Santos, por Caetano Veloso)

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