“Se a gente não vê, não há” (duas do Gil)

“Não se incomode
O que a gente pode, pode
O que a gente não pode, explodirá
A força é bruta
E a fonte da força é neutra
E de repente a gente poderá”
(Gilberto Gil, Realce)

“O luar…
Do luar não há mais nada a dizer, a não ser
Que a gente precisa ver o luar
Que a gente precisa ver para crer
Diz o dito popular
Uma vez que existe só para ser visto
Se a gente não vê, não há
Se a noite inventa a escuridão
A luz inventa o luar
O olho da vida inventa a visão
Doce clarão sobre o mar
Já que existe lua
Vai-se para rua ver
Crer e testemunhar
O luar…
Do luar só interessa saber
Onde está
Que a gente precisa ver o luar”

(Gilberto Gil, A gente precisa ver o luar)

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