Do Caburaí ao Chuí

Em 1998 uma expedição científica e militar ao Monte Caburaí em Roraima, mudou a informação usada por muitos anos, de que o ponto extremo norte do Brasil é o Oiapoque, no Amapá. Este, na verdade, é o ponto mais ao norte do litoral brasileiro. Já as coordenadas do ponto extremo norte do território brasileiro, nos levam ao alto do Monte Caburaí, em Roraima, na fronteira com a Guiana Francesa. Eu participei da expedição em 1998, junto com um grupo de jornalistas e pesquisadores. Junto com o auxiliar técnico e cinegrafista Ricardo Cardoso (o Kuka), produzimos um programa para o Globo Ecologia. Seguimos as pegadas do Marechal Rondon, que fincou em 1930, no alto da montanha, um marco divisório de fronteira e do ponto mais ao norte. Porém, com o passar do tempo, este marco desapareceu. Alguns dizem que pela ação da natureza, outros afirmam que ele foi destruído. A questão principal, enfim, é que quando se fala em pontos extremos do nosso mapa, o correto é: do Caburaí ao Chuí. Naquela época, militares do Exército ratificaram as coordenadas marcadas por Rondon e, em 2005, construíram um novo marco (foto enviada por Platão Arantes). A expedição de 98, que também teve o apoio de um aguerrido esquadrão da Aeronáutica (esquadrão Harpia), fez com que alguns livros didáticos reconhecessem e alterassem a informação para que os estudantes pudessem conhecer a geografia correta do país. Porém, até hoje, ainda se faz muita confusão. O video me foi enviado pelo escritor e pesquisador Platão Arantes, um incansável batalhador pelas riquezas naturais e históricas de Roraima e do Brasil. Platão tem um livro publicado que fala da história de Papillon, o célebre livro autobiográfico do francês Henri Charriére, que ficou preso na Guiana.

O clip é didático, vale a pena conferir:

http://www.youtube.com/watch?v=JhwN9nU7bW4

 

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5 respostas para Do Caburaí ao Chuí

  1. Obrigado Luiz
    Meu livro “Do Caburaí ao Chuí” laçado no dia 29 de março em Boa Vista, em dez dias vendeu tudo, uma nova edição esta sendo providenciada! http://www.roraimaemfoco.com/colunistas/polca-mainmenu-46/29994-parlamentar-prestigia-lancamento-do-livro-do-caburai-ao-chui-de-platao-arantes.html

  2. Camilo Pereira Carneiro Filho disse:

    Notei um erro no texto acima, na quinta linha. A fronteira é com a República Cooperativa da Guiana, ou apenas Guiana (antiga Guiana inglesa), você escreveu Guiana Francesa.

    Att.,

    Camilo Carneiro
    Geógrafo UFRGS

  3. Arthur Farias disse:

    na verdade amigo, não foram os militares que fizeram ou levantaram os marcos. Eles não tem autoridade alguma de levantar um marco. Apenas quem pode Pôr um marco, levantar um marco, é a comissao de limites, tudo que acontece na fronteira é a comissão de limites. É o itamaraty que toma conta da fronteira, os militares sao meros coadjuvantes. No caso deste marco ao extremo norte do País, foi meu pai, Francisco Barros que escolheu o ponto onde o novo marco fora colocado… Inclusive, ele fez a placa e os dizeres que ela carrega. Infelizmente a história omite o seu feito. Mas dentro de casa eu tenho um cara que me dá muito orgulho de ter feito história… E saber que meu pai faz parte disso tudo, é mágico.

    • Obrigado Arthur, pelas informações. E meus parabéns pelo feito do seu pai e pela participação dele nesta história que considero impressionante e merecedora de toda a divulgação possível. Grande abraço.

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