Os Kaiowás somos nós

Enquanto em Brasília se discute e aprova o novo Código Florestal, em algumas regiões do país nossos cidadãos são desrespeitados em seus direitos básicos, fundamentais. Mais ainda aqueles que não tem terras, dinheiro, poder, associações, sindicatos, federações para defendê-los. Aqueles cidadãos considerados de “segunda classe”, “menos brasileiros” do que os outros, dos quais “não se sentirá falta” se sumirem. Nosso país ainda tem muito o que aprender sobre democracia, sobre projetos nacionais. Enquanto se “pacifica” favelas, nossos índios perambulam por estradas, acampamentos, fugindo de áreas dominadas pelos latifúndios, ou sujeitas à inundação pela construção de represas que vão dar origem à hidrelétricas que, por sua vez, trarão indústrias para áreas frágeis do ponto de vista ambiental e social. O massacre a que estão sujeitos de forma crônica os guaranis-kaiowás de Mato Grosso do Sul é o mesmo a que populações marginais e carentes em qualquer parte do mundo estão condenadas por uma sociedade que só vê o desenvolvimento numa direção. Na direção do lucro fácil, do dinheiro rápido, porque afinal de contas tudo um dia, mais cedo ou mais tarde, está fadado a acabar.

Guaranis-kaiowás ameaçados

http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2011/11/indios-dizem-que-dois-adolescentes-desapareceram-apos-ataque-em-ms.html

Anúncios
Esse post foi publicado em "Time and a word", Meio ambiente, Tempo inteiro, Um tempo, um lugar e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s