Os Jorges e o Jorge

Com todos estes Jorges, eu saúdo o eterno Jorge Narozniak e o “meu” Caetano Jorge.

 

 

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Triste traste

A tristeza é, ao longo do tempo, motor e matriz de muitas obras de arte. Na nossa música, é musa de muitos sambas, de muitas canções. A bossa nova imortalizou este sentimento a partir de composições que se referiam a ele com uma certa nobreza, um ar de respeito, quase veneração. Um mal necessário. Já que é inevitável ficar triste, que seja fonte de criação, de fazer nascer outros sentimentos a partir da tristeza. Não existe tristeza que sempre dure, pois a felicidade pode estar à espreita!

“A tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim…”, disse Caetano Veloso na canção entoada com Gilberto Gil, no disco Tropicália 2. Só pra citar um exemplo, porque são muitos. Agora, o mesmo Caetano alicerça na tristeza uma marchinha sutil, quase cantiga de ninar, em que trata deste tema com uma delicadeza, uma sutileza, uma tristeza (sic) devastadoras. “O meu lábio não diz, o meu gesto não faz, sinto o peito vazio e ainda assim farto…!” Não me pergunte porque disso agora. Ou se é assim que me sinto. Ou se existe motivo. A tristeza, às vezes, dispensa motivos. Ela apenas acontece, surge quem sabe de onde, do nada, sem nada, de um antes, de algo que ainda virá e a gente apenas pressente (Devo citar que quem mostrou essa música foi o Lunaé Parracho, numa situação que, se não parecia triste, se tornaria em algum momento seguinte, como se tornou).

https://www.youtube.com/watch?v=4JLhfB8tFlA&feature=player_detailpage

 

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Dias futuros

 

https://www.youtube.com/watch?v=SeL4c4ozTYg&feature=player_detailpage

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Nos recantos da memória

Dos cantos mais escondidos da memória, onde fatos, objetos e lembranças estão à beira do extravio, às raias de ir para o lixo, o Guardião vai lá e, como um bombeiro da história, resgata as caixas de “recuerdos”, fotos, mechas de cabelo, álbuns, diários e cadernos de anotações… as coisas mais exóticas, lampejos quase imperceptíveis à maioria de nós, voltam à vida para dar testemunho de algo, a alguém, um dia, quem sabe. Mas o esforço do resgate, a determinação de guardar, o amor por histórias de família, mesmo que de pessoas estranhas, fazem do colecionador um Guardião. Veja o programa em:

http://www.otv.tv.br/programa/passado-e-presente/passado-e-presente-recebe-o-guardiao-da-memoria/

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Um abraço, Jorge

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/12/morre-em-curitiba-o-jornalista-jorge-narozniak.html

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Ao nosso Jorge no dia de sua partida

IMG_0818(na foto, Jorge Narozniak com Ivo Arzua, ex-prefeito de Curitiba)

Este texto foi escrito em 03 de março de 2013, uma singela homenagem pelos 70 anos do Jorge.

Falar do Jorge é o mais difícil dos textos. Falar de um cara que não se contenta em acreditar na história que lhe contam…ele ouve atentamente, mas costuma investigar e descobrir sempre novas histórias. Esse “Bigode” é um baita contador de histórias. É o mínimo que a gente pode dizer se alguém perguntar quem é o Jorge…

Um cara que está sempre de olhos abertos ao mais curioso, ao mais trágico, ao que ainda não foi explicado, ao que estava escondido dos olhos de todos. Sempre com bom humor. O bom humor de um polaco ucraniano…ou será de um ucraniano polaco?

Jorge brasileiro, estrangeiro, Jorge de Peabirú ou lá das bandas de Lviv. Eu não vi mas sei que você fez matérias sem caneta e sem papel. Que você se pendurou no viaduto do trem sobre a Serra do Mar. Que você caminhou pelo Guartelá, na espreita dos bichos que ninguém acreditava que apareceriam para a câmera. Que você navegou as águas da Baía de Guaraqueçaba em barquinhos de pescador. E sei o quanto você ama os mistérios da natureza e das pessoas. A coragem, a curiosidade, a sensibilidade garantem sempre uma boa reportagem.

Jorge cabeça. Jorge coração sem tamanho. Jorge recomenda: vá e volte a pé pra casa…no caminho, há uma vida a descobrir… Jorjão, quem ousa definir? Jorge, hoje a gente te pede pra não partir. Fica aqui, que a gente ainda precisa falar do nosso respeito, da nossa admiração. Dizer de um jeito bem simples que a gente te ama.

(Durante um cafezinho, na redação, ele me disse: -eu li o que você escreveu! Tá bom, mas eu não sou tudo aquilo!)

 

 

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Não se assuste pessoa….

http://www.youtube.com/watch?v=OXpXkBsKtKY

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Sei dos caminhos (pelo gênio Itamar Assumpção)

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Hope (by Jack Johnson)

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Cais (por Milton Nascimento)

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Cais (Milton Nascimento)

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar

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