brilho do sol

Cada vez que o sol se põe, eu choro. Lá se foi um dia, em que meu coração bateu, sofri, chorei, sorri e nem sei se fui feliz. Cada vez que o sol se deita diante dos meus olhos, é um drama. Uma chama que se apaga. Um fogo que se vai. Eu sei que ele continua a brilhar quando vai dormir, lá no “fim” do mar. Lá onde o olho não vê mais, onde tudo é despedida. Eu sei que ele se vinga, porque hoje não vou vê-lo mais. Eu sei que há mais do que um pôr de sol e um fim de tarde. O ocaso de uma dor. Desde o momento em que o sol nasce e morre, há uma vida, muitas vidas, há uma roda inteira a girar. Mas cada vez que isso acontece, que ele aparece, de manhã cedinho, é um fogo que renasce. Porque eu sei que ele virá, já está vindo, já está aqui. De novo e de novo e pra sempre. E eu vou reter o brilho desta luz nos meus olhos, o calor vai novamente me tocar. O sol está vindo hoje e amanhã. E com ele minha esperança de estar vivo. E é isso que há.

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