Dia das crianças

Começo da tarde, toca o interfone. Caía uma garoa insistente, fria. Não perguntei o nome, mas ela trazia um menino de 6 anos pela mão e um bebê no colo da irmã. Pediu leite, alguma comida, qualquer peça de roupa. Disse que esperava. Abrimos os guarda-roupas, pegamos o que tinha parado, há tempos. No armário da cozinha, também encontramos o que compartilhar. Os brinquedos, aqueles guardados e fora de uso. A sacola pesou, mas muito mais com o que para nós sobrava. A alma pesou, também, mas vimos que podíamos ajudar, apenas. A felicidade fez brilhar os olhos, de gratidão e pedidos de que “Deus cuidasse da gente”. Retribuí, com o mesmo desejo. Foi o melhor dia das crianças dos últimos tempos, com certeza.

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