Jah never let us down

Feel this drum beat:

Publicado em "Time and a word", Trilho sonoro | Deixe um comentário

Guardar

Guardar
(Antonio Cícero)

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um  pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

(enviado desde Porto Alegre por Paulo Roberto Souza, o Pablito, grande amigo e colega da faculdade)

Publicado em "Time and a word", Colegas e amigos | Deixe um comentário

Occupy Belo Monte

Um dos canteiros de obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, completa 36 dias de ocupação, por índios de diversas aldeias. Veja na reportagem publicada no site do ISA – Instituto Sócioambiental.

http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3609

Publicado em "Time and a word", Meio ambiente, Um tempo, um lugar | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Ela que é filha da lua…

Lagoa dos Patos. A festa dos ventos. O reino das águas, das finas areias. Das ondas intangíveis, das prendas sereias. Saudade de ti, onde meu coração navega nas tardes rosadas de tempo e de sol.

Publicado em "Time and a word", Meio ambiente, Trilho sonoro, Um tempo, um lugar | Deixe um comentário

Crime é acabar com a amazônia

os-11-do-xingu-criminalizacao-da-luta-contra-belo-monte-nao-passarao

Os 11 do Xingu – Ato contra a criminalização da luta contra Belo Monte. Não passarão!

Durante a realização do evento, a polícia civil do Pará solicitou à Justiça a prisão preventiva de 11 pessoas acusadas de participar dos protestos. Entre os acusados no inquérito estão integrantes e assessores do Movimento Xingu Vivo para Sempre, um padre que rezou uma missa e abençoou o encontro, uma freira, um pescador que  teve sua casa destruída pelo Consórcio poucos dias antes, missionários indigenistas e um documentarista de São Paulo. Sem provas, a concessionária responsável pela usina (CCBM) acusa essas pessoas de roubo, formação de quadrilha e perturbação, entre outros crimes.

Movimento Xingu Vivo para Sempre (policia-pediu-prisao-preventiva-de-ativistas-contra-belo-monte).

 Toda ação deles terá uma reação nossa. A perseguição aos ativistas que lutam contra a construção da usina de Belo Monte leva a uma série de reflexões sobre o que está, de fato, ocorrendo em Altamira, oeste do Pará. O resultado da resistência dos grupos que apoiam a luta pelo Xingu Vivo trouxe à tona a violência e perseguição do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), da Norte Energia e da polícia do estado, que decretou a prisão preventiva de onze pessoas ligadas à luta em prol do Xingu.

De 13 a 17 de junho, cerca de 300 pessoas se reuniram no encontro Xingu+23 na comunidade de Santo Antonio, 50km de Altamira – Pará. Um dos objetivos foi reviver um marco da resistência dos povos da Amazônia que, há 23 anos, impediu a construção da usina. Além disso, havia um grito entalado na garganta de todos ali, um grito de que a Rio+20 não lhes representava – nem a nós! O Xingu+23 buscou formas e estratégias de lutar contra Belo Monte, dando visibilidade aos atingidos pela obra – ribeirinhos, indígenas, pescadores, quilombolas e outros –, em contraste com o cinismo do governo brasileiro.

O suposto desenvolvimento sustentável da Norte Energia, vendido através de investimentos massivos em mídia, nada traz do real e verdadeiro cenário da construção da hidrelétrica. Belo Monte é mais um sonho divulgado pela propaganda do estado que se transformou em pesadelo para os que vivem sua realidade. Desde o início das obras, a cidade de Altamira passou por uma explosão demográfica e, consequentemente, por especulação imobiliária, alta no preço dos alimentos, acidentes, aumento dos indíces de violência, com destaque para assassinatos e um assustador crescimento de 160% no índice de vítimas de estupro. Tudo já previsto, mas agravado pelo não cumprimento das condicionantes pelo consórcio construtor.

Um ato contra a repressão e em solidariedade às vítimas da aliança do estado brasileiro com o capital financeiro representado nas grandes construtoras – Odebrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez – será realizado nesta quinta-feira, 5/7, em frente ao antigo prédio do DEOPS, hoje chamado Museu da Resistência, próximo à estação da Luz.

Mas por que uma ação de perseguidos políticos do Xingu no DEOPS? Porque são muitos os paralelos do nosso regime democrático com o período militar. Como se não bastasse tirar do papel uma obra arquitetada pelos militares, o governo “democrático” brasileiro também persegue os que se opõem aos seus planos. Hoje aqueles que outrora foram vítimas de perseguição política se transformaram em perseguidores. Pedem o encarceramento de lutadores que ousaram se colocar contra uma obra de R$ 30 bilhões que faz parte dos planos de crescimento a qualquer custo do Estado brasileiro. Em nome do “interesse nacional”, não hesitam em destruir o que quer que apareça no caminho. Nesta quinta-feira, vamos às ruas contra a repressão e perseguição política que extirpa nossa liberdade diante desse sistema falido.

Hoje, amanhã e sempre, Somos Todos Xingu!!

Publicado em "Time and a word", Meio ambiente, Um tempo, um lugar | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Flecha neles

Imagens de destaque em junho na Agência Reuters:

foto de Lunaé Parracho

#a=17

Publicado em "Time and a word", Meio tempo, Um tempo, um lugar | Com a tag , , | Deixe um comentário

Eleve-se alto ao céu

Capim
(Dajvan)
Capim do Vale Vara de goiabeira na beira do rio paro para me benzer
Mãe d’Água sai um pouquinho desse seu leito ninho que eu tenho um carinho para lhe fazer
Pinheiros do Paraná que bom tê-los como areia no mar
Mangas do Pará Pitombeiras da Borborema a Ema gemeu no tronco do Juremá

Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari não é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor?
Plantei um pé de flor, deu capim

Publicado em "Time and a word", Meio ambiente, Um tempo, um lugar | Deixe um comentário

Profissão perigo

  Jornalismo | Quarta-feira, 04 de Julho de 2012 | 14:18


Brasil é o 5º país em mortes de jornalistas, diz entidade

Relatório iguala a nação a Somália e Paquistão

Segundo dados coletados pela Press Emblem Capiaign (PEC), entidade internacional com sede na Suíça que defende a liberdade de imprensa, o Brasil ocupa a quinta posição entre as nações onde mais jornalistas foram assassinados. O relatório analisou 72 mortes, ocorridas durante os primeiros seis meses do ano, em 21 países. O resultado iguala o País a Somália e Paquistão.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), no Brasil, quatro profissionais foram assassinados desde janeiro, tendo como causa o exercício da profissão. O elevado número de mortes de profissionais de comunicação em 2012 é motivo de preocupação entre entidades internacionais. Em declaração recente, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que caberia ao governo brasileiro assegurar que a liberdade de expressão esteja protegida no País.

Na América Latina, o Brasil ocupa a segunda posição do ranking, colocação que divide com Honduras. No total, foram 23 mortes na região, sendo oito no México, quatro em Honduras, duas na Bolívia e uma na Colômbia, Haiti e Panamá.

Leia mais em Coletiva.net

Publicado em "Time and a word", Um tempo, um lugar | Deixe um comentário

Um certo profeta

“Times they are a changing” (de Bob Dylan, com Eddie Vedder)

Publicado em "Time and a word", Trilho sonoro | Deixe um comentário

O violão hindu

Waltel estava tocando numa casa de jazz em Nova York. No fim do show,
um senhor foi até ele e lhe perguntou se aceitaria voltar para o
Brasil. O empresário estava montando uma televisão no Rio de Janeiro e
precisava de um músico de talento para fazer arranjos, compor trilhas
sonoras e coordenar a contratação de outros músicos. Waltel não sabia
direito quem era o tal senhor, mas topou a proposta na hora. O
empresário era Roberto Marinho. O ano 1963.
Esta é apenas uma das muitas histórias de vida desse músico
paranaense, nascido em Paranaguá, em 1929. E que fez carreira em Cuba
e nos Estados Unidos, onde tocou com Quincy Jones, Nat King Cole,
Dizzy Gillespie e outros nomes lendários da música americana. Também
foi parceiro e fez parte da equipe de Henry Mancini, o criador da
célebre trilha sonora do seriado de tevê “A Pantera cor de rosa”. E ainda viveu na Índia, onde estudou e ensinou música.

No Brasil, trabalhou com João Gilberto, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Nana Caymmi e Caetano Veloso, entre tantos músicos com quem conviveu de perto. Na TV Globo, fez arranjos e trilhas para várias novelas. Amigo de Janete Clair, ele conta que frequentava a casa da autora de novelas, casada com o escritor Dias Gomes. Ficava lá tocando enquanto Janete escrevia os capítulos de suas novelas. Waltel ri, ao lembrar que Dias sentia um certo ciúme dele, pela amizade que mantinha com Janete. Waltel diz que, apesar da carreira bem sucedida no exterior, é pouco conhecido no Paraná. Bem humorado, aos 82 anos, brinca dizendo que no dia 19 de julho, vai virar “doutor”, ao receber o título de doutor honoris causa, da Universidade Federal do Paraná. Hoje está aposentado, mas não parado. Continua tocando seu violão, mas prefere os temas ligados à música indiana. Ainda se apresenta em público, acompanhado pelo percussionista Kito Pereira, na tabla indiana.

Não é fácil entrevistar Waltel Branco. Ele tem uma história muito
rica, colorida, curiosa. Às vezes, divaga, confunde nomes e mistura as
composições. O que não chega a ofuscar o talento desse gênio musical
que é ali, de Paranaguá. Atualmente só toca música indiana. É o que a gente podia chamar de um “violão hindu”. Waltel pratica ioga desde garoto até hoje. E, por curioso que possa parecer, é primo de Paulo Leminski e do cantor e compositor Lápis!
Nesta terça, o Passado e Presente apresenta Waltel Branco, às 21h30.
No canal 11 da Net Curitiba. Ou em tempo real, pelo site:
www.otv.tv.br

Kito Pereira e Waltel Branco nos estúdios da Ótv

Publicado em "Time and a word", Dasantiga, Trilho sonoro, Um tempo, um lugar | Com a tag , , , | 1 Comentário